A República de
Cuba é uma antiga colónia espanhola que depois da guerra hispano-americana de
1898 se tornou um protetorado americano e que em 1902 se tornou independente.
Desde então, Cuba é um estado soberano com autoridade completa sobre um território, com uma população permanente, tem um governo com jurisdição em todo o
território, tem a capacidade de se relacionar com outros estados e, no dia 24
de outubro de 1945, foi um dos cinquenta membros fundadores das Nações Unidas.
O país era governado
pelo ditador Fulgencio Batista e contra ele se revoltaram Fidel Castro e os seus
guerrilheiros, em que se destacavam Che Guevara, Raul Castro, Camilo Cienfuegos
e Juan Almeida. No dia 1 de janeiro de 1959 o ditador fugiu de Cuba e Fidel
Castro e os homens tomaram o poder, que nunca mais largaram e já passaram 67
anos.
Os princípios da
revolução cubana eram o idealismo revolucionário, o nacionalismo, a luta contra
uma ditadura, o anti-imperialismo, a procura da justiça social e a
solidariedade internacional, pelo que despertou muitas simpatias pelo mundo.
Os
americanos também começaram por apoiar Fidel, mas depressa viram os seus interesses
económicos na ilha serem afrontados e passaram a hostilizar Cuba. Então, o regime virou-se
para a URSS, a sua revolução radicalizou-se e o país tornou-se “exportador da
revolução” para a América Latina e para a África. Com a queda da URSS o futuro
de Cuba ficou ameaçado porque os Estados Unidos condenaram Cuba ao isolamento.
Com Donald Trump a situação agravou-se porque “ele não gosta de Cuba” e tratou de
ameaçar o país militarmente, naquilo que poderá ser mais uma intervenção ilegal
a que Trump já nos habituou.
Com esse quadro é
surpreendente a última edição da revista Newweek que, um pouco contra a sua
linha editorial centrista e não alinhada e contra a sua credibilidade editorial, ou porque
cedeu ao trumpismo, parece apoiar as
intenções de Donald Trump e faz o “funeral” do regime cubano, num evidente
desrespeito pela sua soberania e pelo direito internacional.

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