A República de
Cabo Verde celebrou no passado dia 13 de janeiro o Dia da Liberdade e
Democracia, assinalando o 35º aniversário das primeiras eleições
multipartidárias realizadas no país, que representaram o fim do regime de
partido único e o início do Estado de Direito Democrático. O semanário Expresso
das Ilhas, que se publica na cidade da Praia, assinalou a efeméride
com uma edição especial.
O dia maior do
país é, certamente, o dia 5 de julho de 1975, data em que foi proclamada a independência nacional
depois de um processo de negociação entre o governo português e o PAIGC, que
resultou da guerra travada no território da Guiné-Bissau e da revolução
portuguesa de 25 de Abril de 1974. Porém, o dia 13 de janeiro de 1991 também é
considerado um marco histórico na vida do país porque os caboverdianos votaram
livremente pela primeira vez e terminaram com o mito da unidade Guiné - Cabo
Verde, criado no tempo colonial, bem como com a transformação local do PAIGC em PAICV. Depois, no
dia 25 de setembro de 1992, entrou em vigor a nova Constituição da República e
essas três datas de 1975, de 1991 e de 1992, são as mais importantes para o povo
caboverdiano.
Nas celebrações realizadas
este ano destacou-se a inauguração do Monumento da Liberdade e
Democracia, reproduzido na capa do Expresso das Ilhas, bem como a
realização de muitas outras actividades desportivas e culturais, com destaque para
o Festival Liberdade & Democracia, na Achada Grande Frente, na cidade da Praia.
Não há países nem sociedades perfeitas,
mas Cabo Verde aproxima-se muito dessa condição, sendo um modelo de harmonia política
e cultural, o que naturalmente é um motivo de orgulho para os portugueses, sobretudo
os que conhecem o país e não dispensam uma boa cachupa, nem uma morna na
voz de Cesárea Évora ou das vozes que a seguiram. E para coroar a exemplaridade caboverdiana, a sua selecção vai estar presente no Campeonato do Mundo de Futebol que se vai realizar este ano.

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