terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Venezuela sob as garras de Donald Trump

Diz-se que “uma imagem vale mais que mil palavras” e a capa da edição de hoje do diário catalão El Punt Avui que se publica em Barcelona, parece confirmar aquela frase.
A ilustração escolhida para a capa dessa edição mostra uma águia a “atacar” o território venezuelano com o título “sob as garras dos Estados Unidos” e, em subtítulo, o jornal escreveu “Trump inaugura uma nova era de intervencionismo na América Latina e em todo o hemisfério ocidental”.
Não sei se há um ano alguém imaginava este cenário, mas o facto é que a administração de Donald Trump tem dado passos e feito discursos que vão exactamente no sentido de uma nova era de intervencionismo. Perante este desafio, os líderes europeus mostram-se nervosos e incapazes de contrariar “o amigo americano”, enquanto o secretário-geral da NATO, com o seu historial de subserviência e sabujice, continua a fazer o seu papel de “agente duplo”. Depois vemos Netanyahu eufórico e Zelensky muito nervoso, enquanto Putin e Xi Jinping se mostram expectantes. 
A narrativa de Donald Trump de que “a bem ou mal” a Gronelândia será o 51º estado americano, ou que é o presidente interino da Venezuela, como se autodenominou na sua rede social, não são só algumas das fanfarronices a que já habituou o mundo, mas são marcas que definem um homem que quer impor a lei do mais forte, ou simplesmente ignorar a lei, para satisfazer a sua ambição pelo poder e pelo dinheiro.
A Venezuela tem muito barril de petróleo, mas é também um barril de pólvora. A história recente mostrou-nos que a queda dos ditadores do Iraque, da Líbia e da Síria, que tiveram o dedo americano, não tornaram mais felizes os iraquianos, nem os líbios, nem os sírios. O futuro dirá o que cai acontecer com os venezuelanos… 

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