Poder, dinheiro e
petróleo são conceitos que se articulam entre si e que bem definem o ambicioso
perfil de Donald Trump, que desobedece a todos os princípios internacionais
para se apoderar do petróleo venezuelano. A ansiedade domina a América Latina
com esta “guerra por el crudo” como anuncia o jornal Expreso, que se publica
em Lima.
Foi há quase um
mês que Trump classificou o governo de Nicolás Maduro como uma “organização terrorista
estrangeira”, acusando-o de “terrorismo, tráfico de drogas e tráfico de
pessoas” e decretando o bloqueio “total e completo” de todos os petroleiros que
entrassem ou saissem da Venezuela. A partir de então o pretexto para intervir
na Venezuela já não foi “o tráfico de drogas para os Estados Unidos”,
supostamente encabeçado por Nicolás Maduro, mas apenas o petróleo. Petróleo,
petróleo, petróleo, como cantaria Liza Minnelli, numa qualquer versão moderna
do filme musical Cabaret.
Tanto a ONU como
a americana Drug Enforcement Administration (DEA) já tinham afirmado que o
papel da Venezuela na entrada de drogas nos Estados Unidos era insignificante
e, por isso, a frase “devolvam o petróleo que nos roubaram” denunciou toda a
ambição e falta de princípios de Donald Trump.
No dia 10 de
dezembro já tinha sido abordado e apreendido o petroleiro Skipper no mar das Caraíbas e, no dia 20, foi apresado o petroleiro
Centuries, de bandeira panamiana, ambos
pertencentes à chamada “frota fantasma”. No dia 7 de janeiro foi apresado o
petroleiro Marinera (ex.Bella 1) que exibia bandeira russa e
navegava no Atlântico Norte. No dia 9 foi interceptado no mar das Caraíbas o
petroleiro Olina, que envergava a
bandeira de Timor-Leste e, no mesmo dia, os americanos disseram ter apreendido
um petroleiro chamado Sophia, sem
nacionalidade, que também se encontrava em águas internacionais no mar das
Caraíbas.
Skipper, Centuries, Marinera, Olina ou Sophia são apenas nomes, verdadeiros ou
falsos de petroleiros da chamada “frota fantasma” e cujo apresamento constitui
violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
Para Donald
Trump vale tudo e, como de costume, os líderes europeus assobiam para o lado.
Uma tristeza.

Sem comentários:
Enviar um comentário