Depois de um
generalizado deslumbramento da imprensa mundial pelo violento assalto americano
a Caracas e pela captura de Nicolás Maduro e da sua mulher, que foi considerado
uma operação militar de grande eficiência, começam agora a surgir as primeiras
críticas à intervenção ilegal ordenada por Donald Trump, que terá causado uma
centena de mortes e que abriu uma nova era de insegurança na política mundial.
Depois de Trump ter
sido classificado como “predador” por um jornal francês, a conceituada revista
francesa L’Express, na edição que ontem foi posta a circular, trata da
nova ordem mundial e mostra na capa a fotografia de um pirata dos tempos
modernos, com o lenço característico dos piratas e uma fita de metralhadora
enrolada ao tronco, à boa maneira de John Rambo, o herói americano que
Sylvester Stallone personificou.
As figuras lendárias
mas reais de Francis Drake e do Capitão Kidd, tal como a ficção criada pelo
cinema em torno da fantasia e da aventura dos piratas das Caraíbas que o desempenho
do actor Johnny Depp ajudou a moldar, tornam-se menores face à actuação decidida
pelo presidente dos Estados Unidos. Não se trata de saquear uma cidade
costeira, nem de procurar uma qualquer arca perdida de ouro, nem de salvar uma qualquer
dama enclausurada num castelo inacessível mas, simplesmente, de pilhar o
petróleo de um país soberano.
A ameaça está
lançada sobre tudo o que possa contrariar os interesses americanos ou a
doutrina do “Make America Great Again”, enquanto a Europa fica calada com os seus
líderes a mostrarem-se pequeninos, amedrontados e cobardolas.
Como estão
difíceis os tempos que correm...

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