domingo, 18 de janeiro de 2026

O Nobel e os apetites de Donald Trump

A vida internacional está a tornar-se demasiado desregulada, devido à mediocridade de muitos dos seus protagonistas e ao corrupio de casos que vão sucedendo. Porém, Donald Trump destaca-se ao concentrar a maioria dos casos que estão a abalar o mundo, com as suas ameaças, as suas tarifas, os seus bombardeamentos e os seus assaltos. Apesar de anunciar repetidamente que já acabou com oito guerras, o facto é que tem dado ordens para bombardear vários países, sempre para impor a sua ambição, a sua vaidade e os seus interesses.
Nessa sua postura, de que faz parte o seu enriquecimento pessoal, nunca omitiu alguns apetites maiores ou menores, designadamente pelo Prémio Nobel da Paz, embora o Comité Nobel lhe tivesse negado essa vontade. Porém, a venezuelana Maria Corina Machado que foi a laureada de 2025, numa decisão irresponsável decidiu oferecer-lhe o prémio e foi a Washington onde foi recebida por Donald Trump que, sem vergonha nem pudor, o aceitou.
O Comité Nobel tratou imediatamente de anunciar que “independentemente do que aconteça com os símbolos físicos, o laureado original mantém para sempre a honra e o reconhecimento, não podendo o galardão ser revogado ou repartido com terceiros”, acrescentando que a medalha, o diploma e a dotação financeira correspondente continuam a pertencer ao laureado, sendo ele que passa à história como recebedor do prémio. O caso é tão triste que o jornal La Vanguardia, que se publica em Barcelona, o destacou na sua edição de ontem, referindo em primeira página a ”indignação” com que a Noruega assistiu a esta farsa que poucos podiam imaginar.
Trump quis o Nobel e quer a Riviera em Gaza, as terras raras da Ucrânia, o petróleo venezuelano, a Gronelândia...

1 comentário:

  1. Este acto só se pode compreender entre gente louca / de um narcisismo ou vaidade incomensuráveis de um lado e do outro de uma baixeza / oportunismo / sabujice incompreensíveis. Não percebo como é que alguém aceite receber em 2ª mão um prémio que lhe é dado (não atribuído) por quem não tem competência para o fazer nem alguém que o recebeu, de o dar a outrem. Este "dador", que o tinha recebido, quando muito só teria o direito de o recusar. Não sei se o Regulamento da atribuição dos Prémios Nobéis consagra a figura de o retirar a quem o atribuiu, mas se sim, era mais que justo fazê-lo, neste caso que considero para além do mais, vergonhoso e muito baixo.

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