A vida
internacional está a tornar-se demasiado desregulada, devido à mediocridade de
muitos dos seus protagonistas e ao corrupio de casos que vão sucedendo. Porém,
Donald Trump destaca-se ao concentrar a maioria dos casos que estão a abalar o
mundo, com as suas ameaças, as suas tarifas, os seus bombardeamentos e os seus
assaltos. Apesar de anunciar repetidamente que já acabou com oito guerras, o
facto é que tem dado ordens para bombardear vários países, sempre para impor a
sua ambição, a sua vaidade e os seus interesses.
Nessa sua postura,
de que faz parte o seu enriquecimento pessoal, nunca omitiu alguns apetites
maiores ou menores, designadamente pelo Prémio Nobel da Paz, embora o Comité
Nobel lhe tivesse negado essa vontade. Porém, a venezuelana Maria Corina
Machado que foi a laureada de 2025, numa decisão irresponsável decidiu
oferecer-lhe o prémio e foi a Washington onde foi recebida por Donald Trump
que, sem vergonha nem pudor, o aceitou.
O Comité Nobel
tratou imediatamente de anunciar que “independentemente do que aconteça com os
símbolos físicos, o laureado original mantém para sempre a honra e o
reconhecimento, não podendo o galardão ser revogado ou repartido com
terceiros”, acrescentando que a medalha, o diploma e a dotação financeira
correspondente continuam a pertencer ao laureado, sendo ele que passa à
história como recebedor do prémio. O caso é tão triste que o jornal La
Vanguardia, que se publica em Barcelona, o destacou na sua edição de
ontem, referindo em primeira página a ”indignação” com que a Noruega assistiu a
esta farsa que poucos podiam imaginar.
Trump quis o Nobel
e quer a Riviera em Gaza, as terras raras da Ucrânia, o petróleo venezuelano, a
Gronelândia...

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