Hoje é dia de
eleições presidenciais em Portugal e todos os portugueses devem ir às urnas, porque é um
dever cívico e porque é no exercício do voto que se fundamenta a Democracia e a
Liberdade.
A frase “o voto é a arma do povo” deveria ser inspiradora para cada
cidadão, embora nos últimos tempos o acto de votar se tenha transformado num
ritual descaracterizado, ou até mesmo mentiroso, porque os eleitos tendem a
esquecer tudo o que antes prometeram, muitas vezes dão o dito por não dito e outras
tantas vezes tratam de se servir dos cargos e de não servir aqueles que os
escolheram. De forma simétrica, também as opções de voto dos eleitores são
condicionadas pelas campanhas eleitorais e pelas influências partidárias,
sindicais, corporativas e outras, de que resultam opções de voto formatadas por
interesses alheios e que estão desalinhadas dos interesses profundos dos
eleitores.
Por tudo isto, as
Democracias estão em crise, um pouco por todo o mundo, mas a frase atribuída a
Winston Churchill continua a ser válida, isto é, “a democracia é o pior dos
sistemas, com excepção de todos os outros”, mas isso não significa que seja a
forma perfeita para nos organizarmos e nos governarmos.
Depois de 48 anos
de regime autoritário em que não havia eleições livres nem democráticas, desde
1975 que os portugueses têm sido chamados a votar para escolher aqueles que os
representam ou que os governam. A maioria dos portugueses tem beneficiado de um
enorme progresso social, observável na educação, na saúde, na economia e na
cultura, mas sempre com origem no voto. Porém, há uma crescente abstenção
eleitoral que mostra que muitos cidadãos não acreditam numa democracia que os
ignora, ou que os trata de forma desigual, ou que os mantém na pobreza, mas
essa é a excepção à regra.
Por isso, é necessário votar e combater o
desinteresse e a indiferença com a arma do voto, porque só o voto pode garantir
a Liberdade, a Democracia e o Progresso.

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