sábado, 1 de agosto de 2020

O trambolhão da economia americana


O anúncio feito pelo Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos de que o Produto Interno Bruto (PIB) americano diminuiu 32,9% no segundo trimestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior, deixou os americanos estupefactos, pois tamanha quebra no produto nacional não acontecia desde 1945, quando se processou a desmobilização militar depois do fim da 2ª Guerra Mundial.
Perante estes números, o jornal New York Post pergunta aos seus leitores “quando é que chegaremos ao fundo”, parecendo ter perspectivas pouco animadoras quanto aos próximos meses, com base nas respostas pouco apropriadas que têm sido dadas pela administração de Donald Trump. A desejada retoma da economia confronta-se com a hipótese de uma segunda vaga da pandemia, o que torna a incerteza muito maior numa altura em que a economia americana entrou oficialmente em recessão.
O desempenho e o resultado económico dos Estados Unidos resultam da rapidez e da intensidade com que o surto de covid-19 atingiu o país, mas também da forma incompetente e arrogante como o presidente encarou a pandemia, chegando mesmo a desautorizar os seus assessores científicos e os governadores de vários estados.
Porém, há que salientar que existem diferentes critérios para medir a evolução do PIB, umas vezes comparando-o com o período homólogo do ano anterior e nesse caso o resultado foi de 32,9%, enquanto se a comparação for feita com o trimestre anterior a queda do produto foi de 9,5%. De qualquer forma, é a maior queda do produto americano desde que existem os actuais registos e esse facto tem forte repercussão nas outras economias.

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