quarta-feira, 26 de agosto de 2020

“Quiero irme del Barça” e a cidade tremeu


A imprensa espanhola e em especial a imprensa desportiva destacam hoje que Lionel Messi, após cerca de dezoito anos ao serviço do FC Barcelona, escreveu ontem um simples telefax dirigido à direcção do seu clube, solicitando unilateralmente o fim do seu contrato. A cidade de Barcelona tremeu como se fosse um sismo. Talvez que o grande artista da bola ainda esteja amuado com o que lhe aconteceu no Estádio da Luz onde o FC Bayern de Munique lhe aplicou oito golos ou, então, concluiu que é a altura de ir tratar da gestão das muitas toneladas de dinheiro que acumulou enquanto jogava à bola.
O jogador pouco mais disse do que “quiero irme del Barça” e o mundo ficou sem saber o que é que realmente lhe vai na alma, enquanto os dirigentes do seu clube ficaram em estado de choque por estarem em vias de perder a sua estrela, mas também os milhões que a sua transferência poderia render. Não se sabe se Messi foi assediado por dinheiro árabe ou chinês ou até se tem propostas de trabalho do Paços de Ferreira ou do Moreirense, mas o facto é que os jornais espanhóis e latino-americanos deram um enorme destaque à decisão de Lionel Messi, porque ele tem sido um excepcional artista da bola e um ícone da cidade de Barcelona e até da Catalunha, que se encontra no mesmo patamar de notoriedade e fama que atingiram Pelé, Maradona e Ronaldo.
No mundo comunicacional em que vivemos, este telefax de Lionel Messi foi pensado pelos seus advogados. Não foi um impulso e, por isso, esconde qualquer coisa e só pode ser uma artimanha ou uma peça de uma estratégia de trampolim para outros passos que, naturalmente, já estão negociados. Vamos a ver o que vai acontecer para esclarecer este mistério ou mais esta negociata do mundo do futebol. Alguém está a querer comprar o nome do jogador, apenas o nome, porque a marca Messi potencia muitos outros negócios. 

1 comentário:

  1. Certamente andarei com o passo trocado quanto a estes negócios da "bola", em que os proventos dos seus "artistas" (executantes, treinadores, representantes, dirigentes e mais uns tantos menos conhecidos) são obscenos neste mundo humanamente desigual em que milhões anseiam por um pão, por uma aspirina, por um tecto, por um minuto de sossego.

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