A cidade de Nova
Iorque que agora é conhecida como a Big
Apple, é o maior centro financeiro e comercial dos Estados Unidos, é uma
das suas capitais culturais e é o quarto maior centro industrial do país,
depois da Califórnia, do Texas e do Ohio.
Ainda no século
XVI, a região foi colonizada pelos neerlandeses que criaram uma feitoria na
ilha de Manhattan, a que chamaram Nova Amesterdão, mas em 1664 a região foi
ocupada pelos ingleses que a baptizaram como a colónia de Nova Iorque que, em
1776, foi uma das treze colónias que se revoltaram contra o domínio colonial
britânico e fundaram os Estados Unidos da América. Desde 1834 os
prefeitos da cidade de Nova Iorque são eleitos pelo voto popular directo e, no
ano passado foi eleito o seu 112º prefeito, um jovem de 34 anos de idade
chamado Zohran Mamdani, nascido no Uganda, filho de emigrantes indianos e que
professa a religião muçulmano.
O prefeito
governa a cidade e é o chefe de um executivo que emprega 325 mil pessoas e tem
o maior orçamento municipal dos Estados Unidos, que é superior ao Orçamento do
Estado português. Filiado no Partido Democrata, Mamdani teve a coragem de
afrontar Donald Trump e os republicanos, conseguindo mobilizar a cidade de Nova
Iorque com um discurso moderno e solidário para com os mais desfavorecidos, os
imigrantes e os pobres. O efeito de “fenómeno Mamdani” tem-se feito sentir um
pouco por todo o país e muitos vêm no seu discurso, num tempo que se afigura
bem negro, uma nova esperança e uma luz para a política americana.
O jornal
novaiorquino Newsday destacou na sua edição de ontem o início do mandato de
Mamdani, que bem pode vir a ser o início de uma nova era de maior tolerância,
maior igualdade e maior solidariedade nos Estados Unidos e no mundo.

Para bem do Mundo (EUA incluídos) esperemos que sim.
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