Na madrugada do
dia 3 de janeiro os Estados Unidos atacaram a Venezuela, conforme foi
abundantemente repetido pelos mass media
internacionais, nomeadamente a imprensa do dia 4 de Janeiro, tendo capturado o
presidente Nicolás Maduro e a sua mulher Cília Flores. O ataque foi violento e
foi dirigido a instalações militares e ao palácio presidencial, tendo provocado
muitas explosões em Caracas e em outros locais, causando cerca de 80 mortes. Na
sua edição de ontem o jornal Newsday foi um dos poucos diários
que acentuaram o “ataque à Venezuela”, pois a maioria da imprensa preferiu dar
destaque à captura de Maduro.
A aparente
facilidade com que decorreu a operação militar, que muita gente já esperava,
aparentemente sem qualquer resistência do regime chavista, suscita dúvidas
quanto ao envolvimento de infiltrações da Central
Intelligence Agency no círculo mais próximo de Nicolás Maduro, que terá
sido traído. Segundo foi anunciado, o ditador venezuelano já está em Nova
Iorque e vai responder por acusações de uma suposta ligação ao tráfico
internacional de drogas. Donald Trump não cabe em si de euforia e dispara
ameaças em todas as direcções por estar, segundo ele e os seus
correligionários, a concretizar a sua ambição - Make America Great Again – tendo para isso ressuscitado a doutrina
Monroe, de 1823, que reclamava “a América para os americanos”.
As reacções
internacionais não foram unânimes, pois enquanto alguns países apoiaram esta
acção e se regozijaram com a captura de Nicolás Maduro, outros países
condenaram abertamente a intervenção ordenada por Donald Trump por violar a
soberania da Venezuela e atentar contra as regras do direito internacional,
para além de abrir um precedente de intervenção militar na América Latina que
nunca acontecera.
A triste Europa
calou-se, encolheu-se, acobardou-se e aprofundou a sua insignificância,
apoiando implicitamente as aventuras de Donald Trump, com a honrosa excepção da
Espanha.

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