sábado, 9 de julho de 2022

Worst PM ever: Boris Johnson sai de cena

Alexander Boris de Pfeffel Johnson demitiu-se das suas funções de primeiro-ministro do Reino Unido e de líder do Partido Conservador, cargos que desempenhava desde 2019. Nesse ano, ele liderou um movimento para afastar Theresa May do nº 10 de Downing Street e para ocupar o seu lugar, mas agora também foram os membros do seu próprio partido que levaram ao seu afastamento. No caso de Theresa May foi o Brexit que a derrotou, com Boris Johnson parece que foram as mentiras, os escândalos e. pensamos nós, as suas excentricidades que o seu partido não suportou. 
O Reino Unido é uma potência mundial e tem um inquestionável prestígio internacional, mas parece que passa por uma crise muito acentuada em vários domínios, numa altura em que relativamente à política internacional e ao conflito russo-ucraniano, tem procurado disputar protagonismo à União Europeia, de que se desligou no dia 31 de Janeiro de 2020. 
A imprensa internacional destacou o pedido de demissão de Boris Johnson, não tanto pelas alterações que possam surgir nas políticas interna ou externa britânica, mas sobretudo pela necessidade de dar maior credibilidade à governação errática do Reino Unido e, quem sabe, se não foi também pelo excesso de despesa com os generosos auxílios  ao regime de Kiev.
Nessa imprensa destacou-se o Daily Record, um tablóide escocês de circulação nacional que se publica em Glasgow e que foi o primeiro jornal europeu que foi impresso a cores. “Worst PM ever” ou, o pior primeiro-ministro de todos os tempos, foi a manchete escolhida pelo jornal que é verdadeiramente demolidora para Boris Johnson, embora a marca escocesa desta manchete nos obrigue a naturais reticências. Talvez a rainha Isabel II, que já conheceu 15 primeiros-ministros, nos possa dizer quem foi realmente o pior...

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