A edição de hoje
do jornal The Times of India destaca na sua primeira página duas
importantes notícias que deveriam ser lidas por todos os líderes europeus: uma
refere-se ao crescimento de 8,2% da economia indiana no 2º trimestre de 2025
(Q2), o mais elevado dos últimos seis trimestres e, a outra, destaca o próximo
encontro entre Modi e Putin que se vai realizar em Nova Delhi nos próximos dias
4 e 5 de Dezembro.
Relativamente à
economia, a recente divulgação das 244 páginas do European Economic Forecast - Autumn 2025, dizem-nos quase tudo. As
estimativas para o crescimento económico em 2025 são bem modestas, com 1,4 %
para a União Europeia, 1,8% para os Estados Unidos, 0,8% para a Federação
Russa, 0,2% para a Alemanha, 0,7% para a França, 1,4% para o Reino Unido e 1,9%
para Portugal, enquanto para a China são 4,8% e para a Índia 6,8%. É caso para
dizer “palavras para quê”, se estes números evidenciam um dinamismo e um
progresso asiático bem diferentes do declínio ocidental.
A outra notícia
anuncia o encontro de dois dias entre Vladimir Putin e Narendra Modi para a
cimeira anual Rússia-Índia e, entre outros memorandum
of understanding (MoU) a negociar, encontram-se o possível fornecimento do
sistema de defesa antiaéreo russo de longo alcance S-400 e de aviões furtivos
Su-57, o que significa que não é só na economia que este mundo se está a
desequilibrar. Porém, os líderes europeus continuam a visitar-se mutuamente e a
fazer cimeiras presenciais e em vídeoconferência, envolvidos numa “vaidade a
quem chamamos fama”, ignorando que o mundo já mudou e que a nossa Europa é cada
vez mais irrelevante.
A Ásia a avançar
e a Europa a regredir. Esta parece ser a nova realidade geopolítica.

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