Todos os grandes
jornais internacionais publicaram hoje, com grande destaque, a fotografia de
milhares de palestinianos regressando à sua terra de Gaza, o que só foi possível
com o acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel. A fotografia fala por si
própria e mostra como perante um cenário de destruição deixado pela brutalidade
da guerra, os palestinianos querem regressar a casa e ao seu “chão”, para
reconstruir as suas casas e começar uma nova vida. Ao mesmo tempo, as imagens televisivas mostraram a emoção e até a alegria do regresso a casa dos martirizados palestinianos.
Cerca de 46.000
palestinianos foram mortos durante os 15 meses em que as forças israelitas
massacraram Gaza e os seus habitantes, numa operação de vingança, injusta e
injustificada, que excedeu largamente o seu direito de se defender que tão
repetidamente invocaram, mas que esteve em clara violação dos direitos humanos
e da moral internacional. No entanto, este cessar-fogo que entrou em vigor há
nove dias é temporário e o ditador Netanyahu, nem procurará pretextos para
recomeçar a sua fúria genocida, até porque agora tem o apoio de Donald Trump,
que até já anunciou que os palestinianos têm que abandonar Gaza e ir para a
Jordânia e para o Egipto.
Apesar deste
cessar-fogo são muito limitadas as esperanças de paz naquela região, ou da
formação de dois estados como foi decidido há muitos anos pelas Nações Unidas.
Os palestinianos estão sem apoios políticos, designadamente da Europa, que
continua a mostrar uma evidente cumplicidade com Israel.
Pode ser que ao verem
as imagens da capa do The Washington Post e de outros
grandes jornais internacionais, os europeus com voz, como por exemplo Ursula
van der Leyen, António Costa, Kaja Kallas, Emmanuel Macron, Olaf Scholz ou Keir Starmer,
possam condenar a crueldade israelita e defender a dignidade palestiniana.
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