Alguns jornais de
referência americanos, nomeadamente The Philadelphia Inquirer, mas
também o The Washington Post, o The Boston Globe e o Los Angeles Times, destacaram nas suas
edições de hoje a imagem do Papa Leão XIV, que até há bem pouco tempo era o
cardeal americano Robert Francis Prévost Martinez, repetindo e ampliando o apelo
à paz que fez nas cerimónias pascais, ontem realizadas em Roma – choose Peace!.
Como notícia secundária,
esses jornais referem o resgate do piloto americano que foi abatido no Irão e
as continuadas ameaças de Donald Trump que, aparentemente, está fora de si por
não ter tido o resultado militar com que sonhou, por ter a opinião pública
americana cada vez mais contrária à sua política e porque começa a sofrer
internamente o efeito de recessão económica que resultou da crise que provocou com o seu ataque ilegal ao Irão.
O presidente dos
Estados Unidos está a ficar encurralado e a tornar-se muito perigoso, não só
para o mundo, mas também para os próprios americanos. Exige que os iranianos "abram" o estreito de Ormuz e ameaça destruir o Irão numa só noite, vangloriando-se pessoalmente de tudo o que os militares americanos têm feito. Hoje é evidente que ele não
tem agenda, nem propósitos, nem maneiras. É grosseiro e boçal. Envergonha a
América. Exibe o seu instinto de narcisismo doentio e de fanfarronice serôdia,
seguindo os diktats do criminoso e fanático tirano que é Benjamin Netanyahu.
A Europa e os
seus líderes estão escandalosamente calados – à excepção de Pedro Sánchez –
porque, eventualmente têm medo de Trump, mas já não se entende o silêncio
cúmplice destes líderes em relação ao criminoso de guerra que é Netanyahu.
E como é triste
ver o papel do presidente do Conselho Europeu e, naturalmente, também dessa pequena espécie de estadista que é um tal Rangel…

Embora o peso dos católicos nos EUA não exceda os 21/22 % (e os cristãos 61/62 %), é bom que a palavra do Papa influencie em maior percentagem a população daquele país. Corre-se é muito o risco de poder não vir a tempo dadas as irracionais, intempestivas e desumanas decisões do sr. (sr. ?) Donald.
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