O jornal The
Washington Post é um dos mais influentes jornais dos Estados Unidos,
sobretudo em questões de política internacional, sendo muito respeitado pelos
seus rigorosos padrões jornalísticos.
Porém, nos tempos
que correm, a leitura de jornais não é tarefa fácil. Neste respeitado jornal, como
em todos os jornais, o leitor deverá ter atenção aos temas dominantes, mais ou
menos sensacionalistas e mais ou menos verdadeiros, mas também deverá saber
distinguir o que é opinião e o que é notícia e, neste caso, deve procurar
saber se essa notícia relata um acontecimento verdadeiro, ou não verdadeiro.
Ao contrário das nossas
televisões que a cada minuto nos impingem Trump, Netanyahu e a sua loucura
destruidora, a edição de hoje do jornal The Washington Post tem o Papa Leão
XIV e a sua viagem de dez dias a quatro países africanos como o principal tema
de capa, com uma fotografia da sua chegada à República dos Camarões. A legenda
da fotografia salienta que “dias depois dos insultos do presidente Donald Trump”,
“o Papa nascido em Chicago”, fez “um veemente apelo à paz e condenou o que
descreveu como um ‘punhado de tiranos’ que estão a devastar o mundo”.
No discurso então
pronunciado, o Papa disse que “o mundo tem sede de paz” e que “chega de guerras, com os
seus penosos amontoados de mortos, destruições, exilados.”
A palavra do Papa é uma lição de coragem e de
lucidez perante a alucinação da aliança destruidora Trump-Netanyahu e é com
alegria que vemos o influente e rigoroso jornal The Washington
Post a alinhar do lado da paz e a ignorar o Donald. Porém, a palavra do Papa tem sido muito
ignorada em Portugal, o que é uma vergonha num país que, no artigo 7º da sua
Constituição, defende “a solução pacífica dos conflitos internacionais”.

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