terça-feira, 24 de março de 2026

Angola evoca a batalha de Cuito Cuanavale

Ontem, dia 23 de março, celebrou-se o Dia da Libertação da África Austral, uma data que está associada à histórica batalha do Cuito Cuanavale, considerada um marco decisivo na luta contra o regime sul-africano do apartheid, na consolidação da independência da Namíbia e até na libertação de Nelson Mandela.
Desde que se tornou independente em 1975 que Angola viveu em guerra civil, sobretudo entre as forças do exército angolano (FAPLA) e as tropas da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que ocupava o sudoeste de Angola e tinha a sua base na Jamba do Cuando. Em 1987 o governo angolano decidiu retomar o controlo dessa região e, entre os dias 15 de novembro de 1987 e 23 de março de 1988, ocorreu uma grande batalha na extinta província angolana do Cuando-Cubango que opôs as FAPLA e as tropas cubanas às tropas do exército sul-africano e da UNITA, sendo considerada uma das maiores batalhas no terreno do século XX. Foi uma dura e prolongada batalha com o envolvimento de milhares de soldados angolanos, cubanos, sul-africanos, namibianos e outros, com trincheiras, barricadas, artilharia, carros de combate e helicópteros. O sucesso militar foi reclamado por ambos os contendores, mas o facto é que os angolanos conseguiram expulsar os sul-africanos do seu território.
Em dezembro de 1988 o MPLA e a UNITA assinaram um acordo em Nova Iorque que levou à possibilidade da implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A batalha de Cuito Cuanavale foi o maior confronto militar da guerra civil angolana e alterou profundamente o panorama político e o futuro da África Austral. Na sua edição de ontem o Jornal de Angola recordou essa página da história de Angola.

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