Ontem, dia 23 de
março, celebrou-se o Dia da Libertação da África Austral, uma data que está
associada à histórica batalha do Cuito Cuanavale, considerada um marco decisivo
na luta contra o regime sul-africano do apartheid,
na consolidação da independência da Namíbia e até na libertação de Nelson
Mandela.
Desde que se
tornou independente em 1975 que Angola viveu em guerra civil, sobretudo entre
as forças do exército angolano (FAPLA) e as tropas da União Nacional para a
Independência Total de Angola (UNITA), que ocupava o sudoeste de Angola e tinha
a sua base na Jamba do Cuando. Em 1987 o governo angolano decidiu retomar o
controlo dessa região e, entre os dias 15 de novembro de 1987 e 23 de março de
1988, ocorreu uma grande batalha na extinta província angolana do
Cuando-Cubango que opôs as FAPLA e as tropas cubanas às tropas do exército sul-africano
e da UNITA, sendo considerada uma das maiores batalhas no terreno do século XX.
Foi uma dura e prolongada batalha com o envolvimento de milhares de soldados
angolanos, cubanos, sul-africanos, namibianos e outros, com trincheiras,
barricadas, artilharia, carros de combate e helicópteros. O sucesso militar foi
reclamado por ambos os contendores, mas o facto é que os angolanos conseguiram
expulsar os sul-africanos do seu território.
Em dezembro de
1988 o MPLA e a UNITA assinaram um acordo em Nova Iorque que levou à
possibilidade da implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das
Nações Unidas.
A batalha de
Cuito Cuanavale foi o maior confronto militar da guerra civil angolana e alterou
profundamente o panorama político e o futuro da África Austral. Na sua edição de ontem o Jornal de Angola recordou essa página da história de Angola.

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