Há 50 anos, no
dia 2 de abril de 1976, os 250 deputados que integravam a Assembleia
Constituinte votaram e aprovaram por 234 votos, correspondentes a 93,6% do
plenário constituinte, a nova Constituição da República Portuguesa, verificando-se
que apenas os 16 deputados do CDS votaram contra aquele documento, que consagra
a liberdade e os direitos fundamentais dos portugueses.
A Constituição da
República Portuguesa entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, exactamente
dois anos depois do “dia inicial, inteiro e limpo” e foi preparada num contexto
complexo de transição de uma ditadura repressiva para uma democracia, com um
processo revolucionário também muito complexo, mas resultou num documento fundador
da nossa democracia que concretiza os “valores de Abril” e um regime político
democrático, assente na soberania popular, no pluralismo e no Estado de
direito. Meio século depois e apesar de já ter passado por sete processos de revisão
constitucional – 1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005 – a Constituição da
República Portuguesa continua a ser a matriz do nosso sistema político, a
protetora dos direitos fundamentais dos cidadãos e a “expressão mais duradoura
do pacto cívico e social que emergiu da Revolução de Abril”.
Hoje é dia de festa e o jornal Público
associou-se à efeméride reproduzindo na primeira página da sua edição de hoje
uma parte do preâmbulo do texto constitucional que foi preparado por uma
comissão presidida pela deputada Sophia de Mello Breyner Andresen e de que foi relator o
deputado Manuel Alegre, que começa da forma seguinte:
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas,
coroando a longa
resistência do povo português e interpretando os seus
sentimentos profundos,
derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do
colonialismo representou uma
transformação revolucionária e o início de uma
viragem histórica da sociedade portuguesa.
Evocar a
Constituição da República Portuguesa é evocar o 25 de Abril e os seus valores
de Liberdade, Democracia, Paz, Progresso e Solidariedade.
Viva a Constituição da República Portuguesa!

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