quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ciência e tecnologia em direcção à Lua

Ontem pelas 18h 36m locais descolou do Centro Espacial Kennedy da NASA em Cape Canaveral, na Florida, o foguetão SLS levando acoplada a nave espacial Orion. É a primeira nave espacial tripulada a sair da órbita da Terra desde 1972, quando a Apollo 17 permaneceu 75 horas na superfície lunar. No seu interior seguiram quatro astronautas – os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e o canadiano Jeremy Hansen – que cumprem o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis, com a duração de dez dias e que os levará a dar a volta à Lua. O grupo inclui pela primeira vez uma mulher, um astronauta afrodescendente e um não americano.
Esta é a missão Artemis II, um voo preliminar da missão Artemis IV que está planeada para 2028 e em que se prevê um desembarque lunar.
Numa altura em que muitos americanos e grande parte do mundo contestam as políticas de Donald Trump e a forma como vem desprestigiando os Estados Unidos, através do uso da força e da insensatez com que trata a comunidade internacional, o lançamento da missão Artemis II é um acontecimento que demonstra a capacidade científica e tecnológica americana e a sua capacidade de desenvolver projectos virados para o futuro da humanidade.
O acontecimento foi transmitido em directo por muitas estações televisivas e a generalidade dos jornais de todo o mundo deram notícia fotográfica do lançamento da nave espacial Orion. Por ser uma das mais expressivas, escolhemos a edição de hoje do jornal La Provincia, o diário da cidade canária de Las Palmas, que publica uma fotografia do lançamento e escreve que “La Luna, objetivo en tiempos convulsos”.

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