Ontem pelas 18h
36m locais descolou do Centro Espacial Kennedy da NASA em Cape Canaveral, na
Florida, o foguetão SLS levando acoplada a nave espacial Orion. É a primeira
nave espacial tripulada a sair da órbita da Terra desde 1972, quando a Apollo 17 permaneceu 75 horas na
superfície lunar. No seu interior seguiram quatro astronautas – os americanos Reid
Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e o canadiano Jeremy Hansen – que
cumprem o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis, com a duração de
dez dias e que os levará a dar a volta à Lua. O grupo inclui pela primeira vez
uma mulher, um astronauta afrodescendente e um não americano.
Esta é a missão Artemis II, um voo preliminar da missão Artemis IV que está planeada para 2028 e
em que se prevê um desembarque lunar.
Numa altura em
que muitos americanos e grande parte do mundo contestam as políticas de Donald
Trump e a forma como vem desprestigiando os Estados Unidos, através do uso da
força e da insensatez com que trata a comunidade internacional, o lançamento da
missão Artemis II é um acontecimento que demonstra a capacidade científica e
tecnológica americana e a sua capacidade de desenvolver projectos virados para
o futuro da humanidade.
O acontecimento
foi transmitido em directo por muitas estações televisivas e a generalidade dos
jornais de todo o mundo deram notícia fotográfica do lançamento da nave
espacial Orion. Por ser uma das mais expressivas, escolhemos a edição de hoje
do jornal La Provincia, o diário da cidade canária de Las Palmas, que
publica uma fotografia do lançamento e escreve que “La Luna, objetivo en
tiempos convulsos”.

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