quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Carlos III e Rishi Sunak: que futuro?

No passado dia 20 de Outubro a primeira-ministra britânica Liz Truss demitiu-se, cerca de 45 dias depois de ter tomado posse, reconhecendo não poder cumprir o mandato para que tinha sido eleita pelo Partido Conservador. Cinco dias depois, porque temia a realização de eleições antecipadas, o mesmo partido escolheu Rishi Sunak, o ex-ministro das Finanças do governo de Boris Johnson, para ocupar o mesmo cargo, tendo sido largamente distribuída uma fotografia em que o novo rei Carlos III o recebia no Palácio de Buckingham para cumprir a tradição e formalizar-lhe o convite para constituir governo. A escolha de Rishi Sunak é uma novidade da política britânica por causa da sua idade, do seu inexpressivo passado político e da sua origem asiática. Não lhe faltam adversários políticos, não só no Partido Trabalhista, mas também no seu próprio partido, o que o levou a dizer aos seus correligionários a frase “unite or die”, que mostra como os Conservadores estão divididos. Por tudo isso e mais a situação económica britânica, as expectativas não são muito altas e há muita gente a pedir eleições, mas o rei cumpriu o seu dever, sem se saber qual o conteúdo da conversa havida entre Carlos III e Rishi Sunak. O popular tablóide Daily Mail publica uma fotografia do encontro e escolheu como título “Leave it to me, Your Majesty!”, parecendo revelar as grandes preocupações do novo Rei quanto ao futuro do governo Sunak, que até podem ser o prenúncio de outras preocupações bem maiores.
Entretanto, setenta e cinco anos depois da independência da Índia, do fundo dos seus túmulos, tanto o Mahatma Gandhi como Jawaharlal Nehru devem ter sorrido.

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