Iniciou-se hoje em Joanesburgo a 15ª Cimeira dos
BRICS – Brasil, Rússia, India, China e África do Sul – mas o anfitrião, que é o
presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, convidou os líderes de sete dezenas de
países para participar na referida cimeira, tendo sido anunciado que 22 desses países
já pediram para integrar este grupo.
Embora não tenha sido anunciado qualquer objectivo
antiocidental, este grupo e esta cimeira são claramente um desafio para a
ordem internacional vigente. Hoje o jornal católico francês La
Croix, anuncia mesmo que os BRICS são uma aliança contra o dólar e que
vão discutir a criação de uma nova moeda compartilhada por todos para reduzir a
dependência do dólar como moeda de de troca, mas também o fim da guerra na Ucrânia.
A ausência do presidente russo Vladimir Putin, que
é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional, é o aspecto
mais destacado desta cimeira, onde se podem ou não dar passos no sentido de uma
nova ordem mundial multipolar e mais igualitária, em que seja atenuado o actual domínio dos
Estados Unidos e da Europa. Muita gente se recorda da Conferência de Bandung,
realizada na Indonésia em 1955, em que os países não-alinhados se fizeram ouvir
e o movimento anticolonial não mais parou, procurando encontrar alguma
semelhança entre a Conferência de Bandung de 1955 e a corrente Cimeira de
Joanesburgo de 2023.
Actualmente, os cinco membros dos BRICS representam
42% da população mundial, 30% da superfície do planeta, 23 % do produto mundial
e 18% do comércio global e, alguns deles, não escondem as suas ambições.
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