A República
Popular da China tem dados passos no sentido de se tornar a principal
superpotência mundial até meados do século XXI e, para satisfazer essa sua
ambição, procura um crescimento económico sustentado, a modernização militar, a
reunificação com Taiwan, a expansão da sua influência global através de grandes
redes de infraestruturas internacionais e o domínio do Pacífico ocidental.
Porém, por si só
e como aliada dos Estados Unidos, a Austrália também quer ter um papel
importante na região, pelo que o primeiro-ministro australiano, Anthony
Albanese, assinou uma aliança militar histórica com a República das Fiji, como
parte da sua estratégia para conter a influência chinesa na região sul do
Pacífico. A República das Fiji é independente desde 1970, sendo constituída por
332 ilhas, com cerca de 18 mil km2 de superfície e menos de um
milhão de habitantes.
Esta tão pequena
dimensão das Fiji parece mostrar que não se trata de uma aliança clássica, mas
de uma estratégia australiana para dominar a região. A China não gostou do
anúncio desta aliança militar e, poucas horas depois, tratou de disparar um
míssil balístico com capacidade nuclear a partir de um submarino, como forma de
intimidação e como aviso aos outros estados insulares para que não assinem
quaisquer acordos militares com a Austrália.
Assim, estamos
perante um braço de ferro entre a China e a Austrália pelo domínio do Pacífico
sul, a que o jornal The West Australian, que se publica na cidade australiana de Perth
desde 1833, chamou Battle for the Pacific.
O facto é que a ambição chinesa parece ser cada vez mais evidente e mais afirmativa.

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