O Mundial que
está a decorrer nos Estados Unidos não é apenas uma competição futebolística e
um gigantesco negócio de transmissões televisivas e de publicidade, pois também
é uma plataforma em que se exibem muitos políticos, maiores e menores, e em
que, contrariamente ao que está regulamentado, se aproveita a exposição
mediática para fazer propaganda política.
Assim aconteceu
mais uma vez, quando alguns futebolistas argentinos aproveitaram a maré e
trataram de exibir uma faixa em que se reclamava “las Malvinas son argentinas”,
ressuscitando uma polémica em torno da posse daquelas ilhas que estão sob
soberania britânica e se situam a 8.000 milhas do Reino Unido e a 300 milhas da
costa continental da Argentina, O governo britânico reagiu e um seu porta-voz
anunciou que “o Mundial pode não ser nosso, mas as ilhas Malvinas certamente
são”, acrescentando que a autodeterminação das ilhas cabe aos seus habitantes e
que a responsabilidade britânica para com eles não vacilará.
O jornal
britânico The Independent destaca na sua edição de hoje esta ocorrência e
recorda que em 2014 a FIFA multou a Federação Argentina de Futebol em 20.000
libras por idêntica ocorrência.
Recorda-se que em
1982 o governo militar argentino decidiu invadir e ocupar as Malvinas, a que os
ingleses chamam Falklands. O governo britânico então dirigido por Margaret
Thatcher reagiu e avançou para a recuperação daquelas longínquas ilhas do
Atlântico Sul, de que resultou uma guerra que durou 74 dias e que terminou com
a rendição dos argentinos e a vitória britânica, depois de terem morrido 649
militares argentinos e 255 militares britânicos.

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