sábado, 4 de julho de 2026

Os 250 anos da independência americana

No dia 4 de julho de 1776 foi aprovada a Declaração de Independência dos Estados Unidos pelos delegados das 13 colónias britânicas reunidos no Pennsylvania State House, em Filadélfia. Esses delegados são conhecidos como os “Pais Fundadores da Nação” e rejeitaram em definitivo o poder colonial britânico e as suas raízes.
A independência americana nasceu em resposta às tensões entre os colonos e o poder colonial devido aos excessivos impostos, nomeadamente o Stamp Act de 1765, mas também em protesto contra a ausência de representação política. Depois, os confrontos foram-se acumulando, com destaque para o massacre de Boston de 1770 em que os soldados britânicos mataram cinco colonos e para o Boston Tea Party de 1773, quando os colonos atiraram chá ao mar em protesto contra os impostos coloniais. Em 1775 os colonos passaram à luta armada e foram bem sucedidos nas batalhas de Lexington e de Concord. A Declaração de Independência foi o passo seguinte, tendo sido também a expressão de uma nova era de liberdade, pois a revolução americana de 1776 ficou na História como a primeira revolta do colonizado contra o colonizador.
A história dos Estados Unidos não cabe neste texto, mas a guerra hispano-americana de 1898, a participação na Grande Guerra a partir de 1917 e a decisiva entrada na 2ª Guerra Mundial depois de 1941, fizeram dos Estados Unidos a superpotência mundial nos domínios económico, científico e militar.
Hoje os americanos celebram o 250º aniversário da sua independência e a revista alemã Der Spiegel dedicou-lhe a primeira página da sua edição de ontem, com George Washington a dançar sob os olhares desconfiados de Donald Trump.
Há 50 anos os americanos celebraram o Bicentenário e eu estava em Filadélfia a tomar parte na festa.

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