No dia 4 de julho
de 1776 foi aprovada a Declaração de Independência dos Estados Unidos pelos
delegados das 13 colónias britânicas reunidos no Pennsylvania State House, em
Filadélfia. Esses delegados são conhecidos como os “Pais Fundadores da Nação” e
rejeitaram em definitivo o poder colonial britânico e as suas raízes.
A independência americana
nasceu em resposta às tensões entre os colonos e o poder colonial devido aos
excessivos impostos, nomeadamente o Stamp Act de 1765, mas também em protesto
contra a ausência de representação política. Depois, os confrontos foram-se
acumulando, com destaque para o massacre de Boston de 1770 em que os soldados
britânicos mataram cinco colonos e para o Boston Tea Party de 1773, quando os
colonos atiraram chá ao mar em protesto contra os impostos coloniais. Em 1775
os colonos passaram à luta armada e foram bem sucedidos nas batalhas de
Lexington e de Concord. A Declaração de Independência foi o passo seguinte, tendo
sido também a expressão de uma nova era de liberdade, pois a revolução
americana de 1776 ficou na História como a primeira revolta do colonizado
contra o colonizador.
A história dos
Estados Unidos não cabe neste texto, mas a guerra hispano-americana de 1898, a
participação na Grande Guerra a partir de 1917 e a decisiva entrada na 2ª
Guerra Mundial depois de 1941, fizeram dos Estados Unidos a superpotência
mundial nos domínios económico, científico e militar.
Hoje os
americanos celebram o 250º aniversário da sua independência e a revista alemã Der
Spiegel dedicou-lhe a primeira página da sua edição de ontem, com
George Washington a dançar sob os olhares desconfiados de Donald Trump.
Há 50 anos os
americanos celebraram o Bicentenário e eu estava em Filadélfia a tomar parte na festa.

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