Na passada semana a câmara baixa do Parlamento alemão (Bundestag) aprovou a expansão do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), o que foi considerado pelo Le Figaro como a luz verde da Alemanha para salvar a Grécia. Outros, menos optimistas, disseram que era apenas um balão de oxigénio para a Grécia, mas também para a moeda única e para a própria União Europeia.
A aprovação do reforço de 211 mil milhões de euros do FEEF foi decisiva para se avançar com o novo pacote de ajuda à Grécia, aprovado na cimeira de 21 de Julho. Porém, para muita gente, este pacote só adia o problema grego e continua a deixar a Europa e a América à beira de uma recessão desastrosa.
A receita de austeridade em curso na Grécia, mas também em Portugal, na Itália e na Espanha, será indispensável para reduzir os défices e travar as dívidas públicas, mas está associada à recessão económica, ao empobrecimento, ao desemprego e à fragmentação social. É um preço muito alto. Não é a solução perfeita, como vem mostrando a realidade social. As medidas adoptadas não atingem todos da mesma forma e algumas delas são desproporcionadas. Os calendários impostos são muito apertados. É caso para dizer que não se morre da doença, mas morre-se da cura.
O equilíbrio orçamental e o pagamento das dívidas exigem austeridade, mas também precisam de crescimento económico para gerar os recursos necessários à normalização da vida financeira dos aflitos.
Austeridade e crescimento económico têm que ser equilibrados tal como as torneiras da água quente e da água fria. Quem é que, aqui e lá por fora, tem a necessária solução de equilíbrio entre as torneiras da austeridade e do crescimento económico?
domingo, 2 de outubro de 2011
Austeridade e crescimento económico
A Festa do Japão em Lisboa
Em 1543 os portugueses foram os primeiros europeus que chegaram ao Japão, onde introduziram a espingarda e novos conhecimentos nos domínios da medicina, astronomia, matemática e arte de navegar.
O contacto entre as duas civilizações deixou marcas duradouras e, durante muito tempo, a língua portuguesa foi o meio de comunicação dos estrangeiros com os japoneses, havendo ainda muitos vocábulos de origem portuguesa na língua japonesa. Foi com os portugueses que entrou no Japão a imprensa de tipos metálicos, tendo sido o Padre João Rodrigues o autor da Arte Breve da Lingoa Japoa, a primeira gramática impressa da língua japonesa. Actualmente, o português é a terceira língua estrangeira no Japão, estimando-se que cerca de 330 mil japoneses nativos falem português (por via das relações com o Brasil).
Com o objectivo de celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal, a Embaixada do Japão promoveu a Festa do Japão em Lisboa na área do Jardim do Japão, situado à beira-Tejo, entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém.
O programa foi muito diversificado e proporcionou a criação de um certo ambiente japonês, com demonstrações de shodo (caligrafia), de Ikebana (arte floral japonesa), Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho), exposições de bonsais, artes marciais, música, actividades de palco e gastronomia, onde também se destacava a "castella do Paulo", um dos melhores exemplos da relação cultural luso-japonesa.
Nota: A "castella do Paulo" já aqui foi tratada num post de 10 de Abril de 2011.
O contacto entre as duas civilizações deixou marcas duradouras e, durante muito tempo, a língua portuguesa foi o meio de comunicação dos estrangeiros com os japoneses, havendo ainda muitos vocábulos de origem portuguesa na língua japonesa. Foi com os portugueses que entrou no Japão a imprensa de tipos metálicos, tendo sido o Padre João Rodrigues o autor da Arte Breve da Lingoa Japoa, a primeira gramática impressa da língua japonesa. Actualmente, o português é a terceira língua estrangeira no Japão, estimando-se que cerca de 330 mil japoneses nativos falem português (por via das relações com o Brasil).
Com o objectivo de celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal, a Embaixada do Japão promoveu a Festa do Japão em Lisboa na área do Jardim do Japão, situado à beira-Tejo, entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém.
O programa foi muito diversificado e proporcionou a criação de um certo ambiente japonês, com demonstrações de shodo (caligrafia), de Ikebana (arte floral japonesa), Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho), exposições de bonsais, artes marciais, música, actividades de palco e gastronomia, onde também se destacava a "castella do Paulo", um dos melhores exemplos da relação cultural luso-japonesa.
Nota: A "castella do Paulo" já aqui foi tratada num post de 10 de Abril de 2011.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
100 dias de Governo
Os primeiros cem dias de qualquer Governo costumam ser um barómetro comparativo entre o programa eleitoral e o programa de governo ou entre o que foi prometido e o que está a ser realizado por quem venceu as eleições.
Mesmo quando em campanha eleitoral se afirma que vai haver uma mudança ou um novo rumo, verifica-se depois que há muitos elementos que são comuns entre quem entrou e quem saiu do governo, porque a acção governativa tem sempre mais de continuidade do que de ruptura.
No entanto, para ganhar as últimas eleições, foram ditas muitas mentiras e foram lançadas muitas calúnias. Atacou-se o despesismo do Estado e desvalorizou-se a crise financeira internacional. Foi prometido que não haveria aumento de impostos e que a redução da despesa pública seria feita a partir do corte dos consumos intermédios e das gorduras do Estado.
Até agora, as coisas não têm sido assim: os impostos aumentaram e o corte da despesa, reconhece-se agora, não produz efeitos imediatos. O contrato eleitoral não está a ser cumprido. Não pode valer tudo para ganhar eleições.
Porém, a situação financeira por que passa o nosso país é muito grave. O memorando assinado com as entidades internacionais é exigente e baliza a acção governativa. Não é preciso muita imaginação. É cumprir o que está no memorando. E não é nada pouco! Por isso, após cem dias de governo, já haveria lugar para uma grande desilusão e para algum protesto, mas na emergência por que passamos, há que adiar uma avaliação por mais cem dias. É mais um sacríficio por que tenho que passar.
Mesmo quando em campanha eleitoral se afirma que vai haver uma mudança ou um novo rumo, verifica-se depois que há muitos elementos que são comuns entre quem entrou e quem saiu do governo, porque a acção governativa tem sempre mais de continuidade do que de ruptura.
No entanto, para ganhar as últimas eleições, foram ditas muitas mentiras e foram lançadas muitas calúnias. Atacou-se o despesismo do Estado e desvalorizou-se a crise financeira internacional. Foi prometido que não haveria aumento de impostos e que a redução da despesa pública seria feita a partir do corte dos consumos intermédios e das gorduras do Estado.
Até agora, as coisas não têm sido assim: os impostos aumentaram e o corte da despesa, reconhece-se agora, não produz efeitos imediatos. O contrato eleitoral não está a ser cumprido. Não pode valer tudo para ganhar eleições.
Porém, a situação financeira por que passa o nosso país é muito grave. O memorando assinado com as entidades internacionais é exigente e baliza a acção governativa. Não é preciso muita imaginação. É cumprir o que está no memorando. E não é nada pouco! Por isso, após cem dias de governo, já haveria lugar para uma grande desilusão e para algum protesto, mas na emergência por que passamos, há que adiar uma avaliação por mais cem dias. É mais um sacríficio por que tenho que passar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O rebranding da EDP e o preço da electricidade
A EDP está a promover uma campanha de rejuvenescimento da sua marca, que passa pelo rebranding ou reformulação da sua identidade institucional, aplicável a todo o grupo EDP – novo logotipo, novo lettering e a adopção da cor vermelha que, sem excepção, passa a ser imposta em todas as empresas do grupo.
Este tipo de campanha insere-se num processo normal de actualização da identidade institucional, traduzindo a ideia de que, tal como as pessoas, também as instituições e as empresas evoluem e se modernizam, de forma a revelar aos seus públicos uma imagem de maior dinamismo.
No caso da EDP, para além desse objectivo, a campanha parece querer contribuir para outros objectivos conjunturais, também muito importantes no presente contexto financeiro. Assim, nos termos do memorando assinado com a troika em Maio de 2011, está prevista “a alienação acelerada” da totalidade das acções da EDP até ao final do corrente ano, o que significa que cerca de 25% do seu capital social, que é detido pelo accionista Estado através da PARPÚBLICA - Participações Públicas, SGPS, S.A., vai ser privatizado.
Nessa medida, numa época em que as grandes empresas estão desvalorizadas e os investidores mais receosos, esta campanha já se insere numa óptica da sua valorização para futura alienação. Para além disso, com a actual retracção do investimento publicitário, esta campanha da EDP também dinamiza o mercado publicitário.
No entanto, a criatividade da campanha é demasiado pobre e pouco compreensível para o público. Se a EDP existe para servir os consumidores e eles não compreendem a confusa mensagem que está a ser difundida, também não vão compreender o que se está a passar quando virem as próximas facturas da electricidade.
Este tipo de campanha insere-se num processo normal de actualização da identidade institucional, traduzindo a ideia de que, tal como as pessoas, também as instituições e as empresas evoluem e se modernizam, de forma a revelar aos seus públicos uma imagem de maior dinamismo.
No caso da EDP, para além desse objectivo, a campanha parece querer contribuir para outros objectivos conjunturais, também muito importantes no presente contexto financeiro. Assim, nos termos do memorando assinado com a troika em Maio de 2011, está prevista “a alienação acelerada” da totalidade das acções da EDP até ao final do corrente ano, o que significa que cerca de 25% do seu capital social, que é detido pelo accionista Estado através da PARPÚBLICA - Participações Públicas, SGPS, S.A., vai ser privatizado.
Nessa medida, numa época em que as grandes empresas estão desvalorizadas e os investidores mais receosos, esta campanha já se insere numa óptica da sua valorização para futura alienação. Para além disso, com a actual retracção do investimento publicitário, esta campanha da EDP também dinamiza o mercado publicitário.
No entanto, a criatividade da campanha é demasiado pobre e pouco compreensível para o público. Se a EDP existe para servir os consumidores e eles não compreendem a confusa mensagem que está a ser difundida, também não vão compreender o que se está a passar quando virem as próximas facturas da electricidade.
sábado, 24 de setembro de 2011
Há uma alma marinheira em todos nós
Sair a barra do Tejo e navegar por umas horas num grande veleiro é um exercício de recuperação de memórias de longas viagens e de tempos passados; é entrar por um mundo diferente que nos evoca uma boa parte da nossa identidade e das nossas andanças pelo mundo; é descobrir que de facto existe uma alma marinheira mais ou menos concretizada em cada um de nós.
Ao largar as amarras do cais absorve-se de imediato uma ideia fraterna e solidária porque “estamos todos no mesmo barco”, porque durante algumas horas temos um destino comum e porque ficamos integrados num grupo humano com coesão e regras precisas.
Há a bordo uma panóplia de sugestivos instrumentos de marinharia – o leme, a bússola, os mapas, os mastros e as velas, os estais e os muitos cabos que ordenadamente se acomodam pelo convés. Tudo a funcionar. Tudo imaculadamente limpo.
E há as pessoas - a guarnição do navio - que dão sentido a tudo aquilo, em que cada um sabe exactamente o que tem a fazer e não hesita. Com atenção, precisão e discrição. Mostrando conhecimento e profissionalismo. Dessa forma, nos movimentos de cada um e no movimento do navio parece haver complementaridade e harmonia.
Depois do pontal de Cacilhas, a cidade debruça-se sobre o rio e cada segmento do casario urbano desde o Terreiro do Paço a Belém e, depois, até São Julião da Barra torna-se surpreendentemente luminoso e belo. O navio avança em direcção à barra. Pela nossa proa cruzam-se outros navios e pequenas embarcações à vela. O ar que se respira é mais sadio e o azul é mais azul. O distante horizonte alarga-se...
Um grande dia para o JML a bordo do "Creoula", a recordar outras viagens marítimas bem longas. Para ele, a leitura da "Ode Marítima" tem hoje muito mais sentido.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Esbanjamento e promiscuidade
A revista Sábado explica sumariamente “como Jardim esbanja os milhões” na Região Autónoma da Madeira, que tem uma superfície de 801 km2 (é menor do que duas dezenas de concelhos portugueses, como Odemira, Évora ou Sabugal) e que, de acordo com o censo de 2011, tem 267 938 habitantes (menos população do que Sintra ou Vila Nova de Gaia).
Nessa tão atraente região atlântica reina o despesismo governamental, que gera o enriquecimento ilícito e cria o novo-riquismo social, assentes na promiscuidade entre a política e os negócios. Nem é preciso ser um especialista para compreender esta realidade, que todos conheciam e calaram durante muito tempo.
A revista Sábado exemplifica - uma marina que custou 105 milhões e está vazia, 12 estádios de futebol com bancada, relvado, iluminação e balneários (há 33 campos relvados); 39 piscinas públicas algumas das quais encerradas; heliportos que nunca foram utilizados; 70 restaurantes muitos dos quais encerrados; 12 parques empresariais alguns dos quais permanecem desertos; estradas para servir a acessibilidade dos amigos; subsídios aos clubes e associaçõesdesportivas; e muitos outros exemplos.
Apesar das dificuldades orçamentais, continuam a ser adjudicadas novas empreitadas e o líder do governo regional diz: “enquanto eu não morrer, não paro com as obras e não vou afastar ninguém da função pública”. A dívida foi escondida e cresceu. E continua a crescer, enquanto a generalidade do país aperta o cinto.
Agora há quem diga que as responsabilidades são apenas políticas e que o seu julgamento está na mão dos eleitores!
Nessa tão atraente região atlântica reina o despesismo governamental, que gera o enriquecimento ilícito e cria o novo-riquismo social, assentes na promiscuidade entre a política e os negócios. Nem é preciso ser um especialista para compreender esta realidade, que todos conheciam e calaram durante muito tempo.
A revista Sábado exemplifica - uma marina que custou 105 milhões e está vazia, 12 estádios de futebol com bancada, relvado, iluminação e balneários (há 33 campos relvados); 39 piscinas públicas algumas das quais encerradas; heliportos que nunca foram utilizados; 70 restaurantes muitos dos quais encerrados; 12 parques empresariais alguns dos quais permanecem desertos; estradas para servir a acessibilidade dos amigos; subsídios aos clubes e associaçõesdesportivas; e muitos outros exemplos.
Apesar das dificuldades orçamentais, continuam a ser adjudicadas novas empreitadas e o líder do governo regional diz: “enquanto eu não morrer, não paro com as obras e não vou afastar ninguém da função pública”. A dívida foi escondida e cresceu. E continua a crescer, enquanto a generalidade do país aperta o cinto.
Agora há quem diga que as responsabilidades são apenas políticas e que o seu julgamento está na mão dos eleitores!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A ventania já chegou a Itália
Na sua última edição o jornal Frankfurter Allgemeine mostra-nos uma fotomontagem da Torre de Pisa a ser apoiada por uma jovem loira, possivelmente alemã, sob o título “inclinações italianas”. Na respectiva legenda, o jornal pergunta: “apoiar ou derrubar?”
A imagem é particularmente expressiva e mostra que, por vezes, uma imagem vale mais do que mil palavras.
A Itália está a passar por grandes dificuldades financeiras e o governo de Berlusconi parece não ter soluções para além da receita habitual, centrada na austeridade. Há dias, o Parlamento italiano aprovou um plano de austeridade de 54 mil milhões de euros, com o objectivo de permitir atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e reduzir a dívida que já atinge 120% do PIB. Apesar disso, a Standard and Poor's não acredita nesse plano nem na sua aceitação social, pelo que baixou o rating da Itália, devido também às fracas perspectivas de crescimento económico, que vão dificultar os objectivos da redução do défice e da dívida.
Significa que as dúvidas existentes quanto à solução das dívidas soberanas e quanto ao futuro do euro, já atingem claramente um dos países fundadores da CEE e do euro. Já não bastavam a Grécia, Portugal e a Irlanda. A ventania já chegou a Itália. Agora são os alemães a perguntar se a Itália deve ser apoiada ou deixada cair, como sugere a fotomontagem.
A imagem é particularmente expressiva e mostra que, por vezes, uma imagem vale mais do que mil palavras.
A Itália está a passar por grandes dificuldades financeiras e o governo de Berlusconi parece não ter soluções para além da receita habitual, centrada na austeridade. Há dias, o Parlamento italiano aprovou um plano de austeridade de 54 mil milhões de euros, com o objectivo de permitir atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e reduzir a dívida que já atinge 120% do PIB. Apesar disso, a Standard and Poor's não acredita nesse plano nem na sua aceitação social, pelo que baixou o rating da Itália, devido também às fracas perspectivas de crescimento económico, que vão dificultar os objectivos da redução do défice e da dívida.
Significa que as dúvidas existentes quanto à solução das dívidas soberanas e quanto ao futuro do euro, já atingem claramente um dos países fundadores da CEE e do euro. Já não bastavam a Grécia, Portugal e a Irlanda. A ventania já chegou a Itália. Agora são os alemães a perguntar se a Itália deve ser apoiada ou deixada cair, como sugere a fotomontagem.
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Internacional
Um lugar melhor para viver
O jornal The Times of India (TOI) cujas edições se publicam em várias cidades indianas, tem maior a circulação mundial entre todos os jornais de língua inglesa, estimando-se que tenha diariamente cerca de 14 milhões de leitores. É, por isso, um meio de comunicação altamente influente na sociedade indiana.
“They Make India A Better Place” foi o destaque escolhido na sua última edição, a enaltecer e a preparar-se para premiar com os TOI Social Impact Awards, aqueles que procuram fazer da Índia um lugar melhor para viver, através de acções de solidariedade.
O jornal conhece bem a Índia, a sua heterogeneidade cultural, a sua diversidade linguística e religiosa, assim como as suas grandes assimetrias económicas e sociais; conhece os contrastes entre a exuberante fortuna de uns e a extrema pobreza de muitos milhões; conhece uma classe média cada vez mais fascinada pelos valores do consumo; conhece as enormes carências da população mais desfavorecida.
Nesse país de grandes contrastes, há um enorme espaço para a intervenção solidária de pessoas, grupos, organizações não governamentais, associações religiosas, fundações e outros tipos de entidades, que não esperam pela intervenção estadual e decidem dedicar-se à promoção do bem comum e ao apoio de causas sociais nas áreas da saúde, educação e combate à pobreza, mas também em outras áreas como o ambiente, o microcrédito, a reflorestação, a electrificação rural, o saneamento básico, etc. É a pensar nessas pessoas e entidades que trabalham para fazer da Índia um lugar melhor para viver que, todos os anos, o jornal atribui os TOI Social Impact Awards, que têm um grande impacto mediático e cujos efeitos são mobilizadores e multiplicadores.
Bom seria que, por cá, jornais e televisões alterassem muitas das suas linhas editoriais e programações, reconhecendo e estimulando aqueles (que ainda são muitos) que trabalham “para fazer de Portugal um lugar melhor para viver”.
“They Make India A Better Place” foi o destaque escolhido na sua última edição, a enaltecer e a preparar-se para premiar com os TOI Social Impact Awards, aqueles que procuram fazer da Índia um lugar melhor para viver, através de acções de solidariedade.
O jornal conhece bem a Índia, a sua heterogeneidade cultural, a sua diversidade linguística e religiosa, assim como as suas grandes assimetrias económicas e sociais; conhece os contrastes entre a exuberante fortuna de uns e a extrema pobreza de muitos milhões; conhece uma classe média cada vez mais fascinada pelos valores do consumo; conhece as enormes carências da população mais desfavorecida.
Nesse país de grandes contrastes, há um enorme espaço para a intervenção solidária de pessoas, grupos, organizações não governamentais, associações religiosas, fundações e outros tipos de entidades, que não esperam pela intervenção estadual e decidem dedicar-se à promoção do bem comum e ao apoio de causas sociais nas áreas da saúde, educação e combate à pobreza, mas também em outras áreas como o ambiente, o microcrédito, a reflorestação, a electrificação rural, o saneamento básico, etc. É a pensar nessas pessoas e entidades que trabalham para fazer da Índia um lugar melhor para viver que, todos os anos, o jornal atribui os TOI Social Impact Awards, que têm um grande impacto mediático e cujos efeitos são mobilizadores e multiplicadores.
Bom seria que, por cá, jornais e televisões alterassem muitas das suas linhas editoriais e programações, reconhecendo e estimulando aqueles (que ainda são muitos) que trabalham “para fazer de Portugal um lugar melhor para viver”.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O esplendor português em Washington
No Verão de 2010 o MNAA apresentou em Lisboa a exposição “A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, que teve mais de 40 mil visitantes e foi justamente considerada por muitos como "o acontecimento cultural do ano".
As chamadas Tapeçarias de Pastrana foram encomendadas por D. Afonso V - três delas representam a tomada de Arzila e a quarta representa a queda de Tânger. Foram produzidas nas oficinas flamengas de Tournai e têm, cada uma, 4 metros de altura por 10 metros de largura.
Em 1532, poucas décadas depois de terem sido feitas, as tapeçarias apareceram em Espanha no inventário dos bens dos duques do Infantado, que mais tarde as cederam à Colegiada de Pastrana (Igreja de Nossa Senhora da Assunção), onde ficaram desde então. Como foram lá parar, ninguém sabe.
As tapeçarias estavam abandonadas e muito danificadas, até que em 2009 foram restauradas e desintectizadas, num dispendioso processo conduzido pela fundação espanhola Carlos de Amberes. Depois foram exibidas em Bruxelas, Guadalajara, Madrid, Toledo e, pela primeira vez desde o século XVI, voltaram a Portugal e foram expostas no MNAA.
As tapeçarias voaram agora para os Estados Unidos e, desde há dois dias, estão expostas na National Gallery of Art em Washington. Em Janeiro de 2012 seguirão para Dallas, depois para San Diego e Indianápolis, onde terminam esta itinerância americana no início de 2013.
É um grande acontecimento cultural que vai mostrar às elites americanas o esplendor de Portugal em finais do século XV e, também, que Portugal é muito mais do que um problema financeiro. Como dizia o jornal Público, esta exposição é uma lembrança de que Portugal já teve o mundo na mão, mas também uma nota para os Estados Unidos: a glória é uma coisa efémera.
As chamadas Tapeçarias de Pastrana foram encomendadas por D. Afonso V - três delas representam a tomada de Arzila e a quarta representa a queda de Tânger. Foram produzidas nas oficinas flamengas de Tournai e têm, cada uma, 4 metros de altura por 10 metros de largura.
Em 1532, poucas décadas depois de terem sido feitas, as tapeçarias apareceram em Espanha no inventário dos bens dos duques do Infantado, que mais tarde as cederam à Colegiada de Pastrana (Igreja de Nossa Senhora da Assunção), onde ficaram desde então. Como foram lá parar, ninguém sabe.
As tapeçarias estavam abandonadas e muito danificadas, até que em 2009 foram restauradas e desintectizadas, num dispendioso processo conduzido pela fundação espanhola Carlos de Amberes. Depois foram exibidas em Bruxelas, Guadalajara, Madrid, Toledo e, pela primeira vez desde o século XVI, voltaram a Portugal e foram expostas no MNAA.
As tapeçarias voaram agora para os Estados Unidos e, desde há dois dias, estão expostas na National Gallery of Art em Washington. Em Janeiro de 2012 seguirão para Dallas, depois para San Diego e Indianápolis, onde terminam esta itinerância americana no início de 2013.
É um grande acontecimento cultural que vai mostrar às elites americanas o esplendor de Portugal em finais do século XV e, também, que Portugal é muito mais do que um problema financeiro. Como dizia o jornal Público, esta exposição é uma lembrança de que Portugal já teve o mundo na mão, mas também uma nota para os Estados Unidos: a glória é uma coisa efémera.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Cercado por todos os lados
O Banco de Portugal e o INE detectaram falhas graves nas contas da Região Autónoma da Madeira! Os "buracos" já encontrados são, em termos proporcionais, muito maiores do que os detectados pelo Eurostat na Grécia. Trata-se de um valor que, embora seja "apenas" 0,7% do valor da economia portuguesa, representa mais de 20% do PIB madeirense.
Esta revelação constituiu um tremendo choque e uma desagradável surpresa para quem acompanha a evolução da grave crise financeira europeia: afinal os portugueses são tão mentirosos quanto os gregos!
O Dr. Jardim ficou cercado por todos os lados, como titulou o jornal i. Porém, parecendo não ter percebido a extrema gravidade do seu comportamento, começou por afirmar que agiu em "legítima defesa" contra o anterior governo, mas depois “trocou os pés pelas mãos” e veio dizer que não teve intenção de ocultar dívidas. Como é que um responsável político esconde um buraco desta dimensão durante três anos? Porque é atrevido, desonesto, mentiroso e, além disso, julga-se impune e tem muitas cumplicidades. Todos os governos e todos os presidentes da República, em maior ou menor grau, deram cobertura ao Dr. Jardim, por solidariedade partidária, por oportunismo político, por distracção ou por medo. Ele fez tudo o que quis, porque o deixaram fazer.
É altura de acabar com a reverência da República para com o Dr. Jardim. Não basta dizer que os madeirenses devem tirar deste episódio as devidas conclusões. É necessária uma atitude de firmeza, a começar pela criminalização do irresponsável gestor e pela suspensão da autonomia financeira da Madeira. Haja coragem! O Dr. Jardim não tem vergonha, mas envergonha o país. Com a sua arrogância e a sua irresponsabilidade traiu os madeirenses e a autonomia da Madeira. Não merece a confiança de ninguém. Esperemos para ver.
Esta revelação constituiu um tremendo choque e uma desagradável surpresa para quem acompanha a evolução da grave crise financeira europeia: afinal os portugueses são tão mentirosos quanto os gregos!
O Dr. Jardim ficou cercado por todos os lados, como titulou o jornal i. Porém, parecendo não ter percebido a extrema gravidade do seu comportamento, começou por afirmar que agiu em "legítima defesa" contra o anterior governo, mas depois “trocou os pés pelas mãos” e veio dizer que não teve intenção de ocultar dívidas. Como é que um responsável político esconde um buraco desta dimensão durante três anos? Porque é atrevido, desonesto, mentiroso e, além disso, julga-se impune e tem muitas cumplicidades. Todos os governos e todos os presidentes da República, em maior ou menor grau, deram cobertura ao Dr. Jardim, por solidariedade partidária, por oportunismo político, por distracção ou por medo. Ele fez tudo o que quis, porque o deixaram fazer.
É altura de acabar com a reverência da República para com o Dr. Jardim. Não basta dizer que os madeirenses devem tirar deste episódio as devidas conclusões. É necessária uma atitude de firmeza, a começar pela criminalização do irresponsável gestor e pela suspensão da autonomia financeira da Madeira. Haja coragem! O Dr. Jardim não tem vergonha, mas envergonha o país. Com a sua arrogância e a sua irresponsabilidade traiu os madeirenses e a autonomia da Madeira. Não merece a confiança de ninguém. Esperemos para ver.
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domingo, 18 de setembro de 2011
A cimeira de Wroclaw e o euro
A cimeira de Wroclaw que juntou os ministros das Finanças da União Europeia, terminou sem que, aparentemente, tivessem sido tomadas quaisquer decisões relevantes e mostrou que há grandes divisões quanto ao modelo e aos meios de resolução da actual crise, particularmente entre o BCE e os Governos europeus.
O colapso financeiro da Grécia está iminente e não há acordo quanto à concretização de um segundo plano de ajuda de quase 160 mil milhões de euros, que ficou adiada para o próximo mês de Outubro. Nessa reunião, Portugal começou por ser elogiado até que, algumas horas depois, chegou a notícia relativa aos desvarios da Madeira que a todos alarmou.
Porém, está agora muito claro que o problema grego e, por analogia, os problemas português e irlandês ou mesmo as dificuldades italianas e espanholas – os PIIGS –, são apenas a ponta de um grande iceberg, que é a existência de uma moeda única sem uma política financeira comum a servir economias desigualmente desenvolvidas e, ainda, a enorme incapacidade das actuais lideranças políticas e a sua falta de um verdadeiro espírito europeu.
A situação é grave como tem sido repetidamente afirmado. Nas últimas semanas sucederam-se as declarações, entendendo alguns que a Grécia deve ser apoiada a qualquer preço, enquanto outros entendem que o volume da dívida é de tal monta que o melhor é deixá-la falir. Parece estar a prevalecer a ideia de salvar a Grécia e com ela salvar o ameaçado euro.
Nesse sentido, a cimeira de Wroclaw parece ter sido interrompida para ganhar tempo. Assim se poderá reflectir sobre a economia e a sociedade - e não só sobre os mercados, os juros, os default e coisas parecidas - permitindo a formulação de uma estratégia europeia comum, que salve a moeda única e fortaleça o projecto europeu, que tanta paz e progresso tem proporcionado aos europeus.
O colapso financeiro da Grécia está iminente e não há acordo quanto à concretização de um segundo plano de ajuda de quase 160 mil milhões de euros, que ficou adiada para o próximo mês de Outubro. Nessa reunião, Portugal começou por ser elogiado até que, algumas horas depois, chegou a notícia relativa aos desvarios da Madeira que a todos alarmou.
Porém, está agora muito claro que o problema grego e, por analogia, os problemas português e irlandês ou mesmo as dificuldades italianas e espanholas – os PIIGS –, são apenas a ponta de um grande iceberg, que é a existência de uma moeda única sem uma política financeira comum a servir economias desigualmente desenvolvidas e, ainda, a enorme incapacidade das actuais lideranças políticas e a sua falta de um verdadeiro espírito europeu.
A situação é grave como tem sido repetidamente afirmado. Nas últimas semanas sucederam-se as declarações, entendendo alguns que a Grécia deve ser apoiada a qualquer preço, enquanto outros entendem que o volume da dívida é de tal monta que o melhor é deixá-la falir. Parece estar a prevalecer a ideia de salvar a Grécia e com ela salvar o ameaçado euro.
Nesse sentido, a cimeira de Wroclaw parece ter sido interrompida para ganhar tempo. Assim se poderá reflectir sobre a economia e a sociedade - e não só sobre os mercados, os juros, os default e coisas parecidas - permitindo a formulação de uma estratégia europeia comum, que salve a moeda única e fortaleça o projecto europeu, que tanta paz e progresso tem proporcionado aos europeus.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Os euro-valentões
Nicolas Sarkozy e David Cameron deslocaram-se à Líbia e foram recebidos como heróis em Tripoli e Benghazi. Antes tinham mandado os seus aviões e as suas bombas para “proteger os civis”, agora quiseram ser os primeiros a pisar solo líbio para assegurar o seu apoio à reconstrução daquilo que destruíram e, como esperavam, puderam claramente ouvir o principal responsável do CNT dizer:
“Nós temos o petróleo, vocês têm o conhecimento e as empresas”.
Em 1812 Napoleão tinha entrado na cidade abandonada de Moscovo a cavalo.
Em 1940 Hitler entrou em Paris, deslocando-se numa viatura descapotável.
Em 1959 Fidel de Castro entrou em Havana em cima de uma velha camioneta.
Agora, Cameron aterrou poucos minutos antes do A 330 presidencial francês. Esqueceram-se de levar consigo o senhor Rasmussen, o dinamarquês secretário-geral da NATO, mas não era necessário… Ele foi apenas um actor secundário desta conquista. Os novos conquistadores são eles. Em tempo de eurobonds, eles são os euro-valentões!
Da nossa parte já houve movimentos no sentido de haver uma participação portuguesa na reconstrução da destruída Líbia. Porém, uma sondagem internacional – a Transatlantic Trends 2011 – que agora foi divulgada, mostra que 77 por cento dos portugueses se opôs ao apoio militar concedido aos rebeldes líbios que têm combatido a liderança de Muammar Kadhafi, a mais alta percentagem entre todos os países inquiridos. Fomos fundadores e participantes activos da NATO, mas esta intervenção não se enquadrou nos desígnios de uma organização que é defensiva. Porém, Sarkozy e de Cameron não tiveram escrúpulos em "vestir a farda" da NATO para levar por diante a sua campanha pelo petróleo.
“Nós temos o petróleo, vocês têm o conhecimento e as empresas”.
Em 1812 Napoleão tinha entrado na cidade abandonada de Moscovo a cavalo.
Em 1940 Hitler entrou em Paris, deslocando-se numa viatura descapotável.
Em 1959 Fidel de Castro entrou em Havana em cima de uma velha camioneta.
Agora, Cameron aterrou poucos minutos antes do A 330 presidencial francês. Esqueceram-se de levar consigo o senhor Rasmussen, o dinamarquês secretário-geral da NATO, mas não era necessário… Ele foi apenas um actor secundário desta conquista. Os novos conquistadores são eles. Em tempo de eurobonds, eles são os euro-valentões!
Da nossa parte já houve movimentos no sentido de haver uma participação portuguesa na reconstrução da destruída Líbia. Porém, uma sondagem internacional – a Transatlantic Trends 2011 – que agora foi divulgada, mostra que 77 por cento dos portugueses se opôs ao apoio militar concedido aos rebeldes líbios que têm combatido a liderança de Muammar Kadhafi, a mais alta percentagem entre todos os países inquiridos. Fomos fundadores e participantes activos da NATO, mas esta intervenção não se enquadrou nos desígnios de uma organização que é defensiva. Porém, Sarkozy e de Cameron não tiveram escrúpulos em "vestir a farda" da NATO para levar por diante a sua campanha pelo petróleo.
Portugal a mandar na Europa?
Para quem gosta de futebol, os jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa disputados esta semana, proporcionaram grandes alegrias devido aos bons resultados das equipas portuguesas – F.C. Porto (2-1), S.L. Benfica (1-1), Sporting C.P. (2-0) e S.C. Braga (3-1).
Entusiasmado, o jornal A Bola apressou-se a titular “Portugal manda na Europa”.
Os títulos dos jornais costumam ter algum exagero, mas este ultrapassou o bom senso. Soltei uma gargalhada. Na actual situação económico-financeira do país e, exactamente no mesmo dia em que foi conhecido um buraco de mais de mil milhões de euros na Madeira, este título é desproporcionado, despropositado e demasiado ridículo. É uma enormidade jornalística. É ofensivo da inteligência dos leitorees. É uma mentira.
De facto, feita uma análise das quatro equipas portuguesas que participam nas competições europeias, verifica-se que têm mais jogadores brasileiros do que portugueses. Conjuntamente estas equipas têm 106 jogadores, dos quais apenas 24,5% são portugueses. Dos 56 jogadores utilizados nestes quatro jogos apenas 11 (19,2%) eram portugueses. Dos 8 golos marcados apenas dois foram marcados por jogadores portugueses (25%).
A Bola prestou grandes serviços à língua portuguesa quando era o único jornal em português que chegava a quase todo o mundo, mas tem-se vulgarizado. Agora, uma “avaliação da Moody’s” cortar-lhe-ia o rating. Nem no jornalismo desportivo vale tudo.
Entusiasmado, o jornal A Bola apressou-se a titular “Portugal manda na Europa”.
Os títulos dos jornais costumam ter algum exagero, mas este ultrapassou o bom senso. Soltei uma gargalhada. Na actual situação económico-financeira do país e, exactamente no mesmo dia em que foi conhecido um buraco de mais de mil milhões de euros na Madeira, este título é desproporcionado, despropositado e demasiado ridículo. É uma enormidade jornalística. É ofensivo da inteligência dos leitorees. É uma mentira.
De facto, feita uma análise das quatro equipas portuguesas que participam nas competições europeias, verifica-se que têm mais jogadores brasileiros do que portugueses. Conjuntamente estas equipas têm 106 jogadores, dos quais apenas 24,5% são portugueses. Dos 56 jogadores utilizados nestes quatro jogos apenas 11 (19,2%) eram portugueses. Dos 8 golos marcados apenas dois foram marcados por jogadores portugueses (25%).
A Bola prestou grandes serviços à língua portuguesa quando era o único jornal em português que chegava a quase todo o mundo, mas tem-se vulgarizado. Agora, uma “avaliação da Moody’s” cortar-lhe-ia o rating. Nem no jornalismo desportivo vale tudo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Frei Luís de Sousa
Santarém – Rua Serpa Pinto
No centro histórico de Santarém está localizado o Palácio Landal, que foi edificado entre os finais do século XVII e o início do século XVIII, no local onde anteriormente existiu o solar quinhentista da Família Sousa Coutinho. Uma artística lápide de azulejo que está colocada na sua frontaria indica que em 1555 ali nasceu D. Manuel de Sousa Coutinho.
D. Manuel de Sousa Coutinho foi um fidalgo que viajou pelas Índias ocidentais e orientais, tendo sido feito prisioneiro por piratas e estado preso em Argel durante algum tempo. A partir de 1580 viveu na cidade espanhola de Valência, onde esteve ao serviço do Rei Filipe II. Regressado a Portugal, casou com D. Madalena de Vilhena, cujo marido - D. João de Portugal - desaparecera na fatídica batalha de Alcácer-Quibir. Desempenhou depois vários cargos, entre os quais capitão-mor de Almada. Após a morte da sua jovem filha D. Ana de Noronha, em 1613 tomou a decisão, juntamente com a sua esposa, de abraçar a vida religiosa, ingressando no convento dominicano de São Domingos de Benfica, enquanto a sua mulher ingressou no Convento do Sacramento também em Lisboa. Ao tornar-se frade, adoptou o nome de Frei Luís de Sousa, dedicando-se inteiramente à escrita e sendo considerado actualmente como um dos mais brilhantes autores de língua portuguesa.
Em 1844 Almeida Garrett dedicou-lhe o drama "Frei Luís de Sousa", uma das obras-primas do teatro português.
O Palácio Landal tem dois pisos com varandas e foi escolhido pelo Programa de Acção para a Regeneração Urbana de Santarém para uma intervenção de reabilitação e requalificação. Com essa intervenção pretende-se promover a paisagem urbana da cidade, mas também preservar uma memória histórica.
No centro histórico de Santarém está localizado o Palácio Landal, que foi edificado entre os finais do século XVII e o início do século XVIII, no local onde anteriormente existiu o solar quinhentista da Família Sousa Coutinho. Uma artística lápide de azulejo que está colocada na sua frontaria indica que em 1555 ali nasceu D. Manuel de Sousa Coutinho.
D. Manuel de Sousa Coutinho foi um fidalgo que viajou pelas Índias ocidentais e orientais, tendo sido feito prisioneiro por piratas e estado preso em Argel durante algum tempo. A partir de 1580 viveu na cidade espanhola de Valência, onde esteve ao serviço do Rei Filipe II. Regressado a Portugal, casou com D. Madalena de Vilhena, cujo marido - D. João de Portugal - desaparecera na fatídica batalha de Alcácer-Quibir. Desempenhou depois vários cargos, entre os quais capitão-mor de Almada. Após a morte da sua jovem filha D. Ana de Noronha, em 1613 tomou a decisão, juntamente com a sua esposa, de abraçar a vida religiosa, ingressando no convento dominicano de São Domingos de Benfica, enquanto a sua mulher ingressou no Convento do Sacramento também em Lisboa. Ao tornar-se frade, adoptou o nome de Frei Luís de Sousa, dedicando-se inteiramente à escrita e sendo considerado actualmente como um dos mais brilhantes autores de língua portuguesa.
Em 1844 Almeida Garrett dedicou-lhe o drama "Frei Luís de Sousa", uma das obras-primas do teatro português.
O Palácio Landal tem dois pisos com varandas e foi escolhido pelo Programa de Acção para a Regeneração Urbana de Santarém para uma intervenção de reabilitação e requalificação. Com essa intervenção pretende-se promover a paisagem urbana da cidade, mas também preservar uma memória histórica.
Há soluções para a economia portuguesa?
Nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai realizar-se no dia 30 de Setembro de 2011 uma conferência intitulada “Economia Portuguesa: uma Economia com Futuro”.
A conferência é organizada pela rede “Economia com Futuro”, uma rede de investigadores e professores de economia e de outras ciências sociais que procuram contribuir para a renovação do pensamento e discurso económicos, para o melhor conhecimento acerca da economia portuguesa e dos seus problemas e participar, em diálogo no espaço público, na descoberta de soluções com futuro.
Portugal passa por uma situação extremamente difícil. Tal como a Grécia e a Irlanda, mas também a Itália e a Espanha. A própria União Europeia, em particular a Zona Euro, corre risco de desagregação.
Que solução haverá para este problema, para além receita que está ser aplicada? Haverá saída para esta austeridade que privilegia a ditadura do mercado financeiro, o desrespeito pela ética, a insensibilidade perante as desigualdades e a pobreza, a secundarização do papel económico do Estado, o predomínio dos interesses financeiros sobre o conjunto da vida económica e da sociedade, a extensão injustificada das relações mercantis a domínios cada vez mais alargados da vida social, incluindo áreas tão sensíveis como a prestação de cuidados de saúde, a educação e a protecção na infância e na velhice?
A actualidade e a importância do tema, o prestígio académico dos conferencistas e o envolvimento institucional da Fundação Calouste Gulbenkian, justificam a nossa presença. O Álvaro e o arrogante doutor em economia que vive de muitos tachos, bem podiam ir lá para ouvir outras vozes e, talvez, aprender alguma coisa.
Nota: É necessária uma prévia inscrição em http://www.economiacomfuturo.org/pages/conferencia/inscricao.php
A conferência é organizada pela rede “Economia com Futuro”, uma rede de investigadores e professores de economia e de outras ciências sociais que procuram contribuir para a renovação do pensamento e discurso económicos, para o melhor conhecimento acerca da economia portuguesa e dos seus problemas e participar, em diálogo no espaço público, na descoberta de soluções com futuro.
Portugal passa por uma situação extremamente difícil. Tal como a Grécia e a Irlanda, mas também a Itália e a Espanha. A própria União Europeia, em particular a Zona Euro, corre risco de desagregação.
Que solução haverá para este problema, para além receita que está ser aplicada? Haverá saída para esta austeridade que privilegia a ditadura do mercado financeiro, o desrespeito pela ética, a insensibilidade perante as desigualdades e a pobreza, a secundarização do papel económico do Estado, o predomínio dos interesses financeiros sobre o conjunto da vida económica e da sociedade, a extensão injustificada das relações mercantis a domínios cada vez mais alargados da vida social, incluindo áreas tão sensíveis como a prestação de cuidados de saúde, a educação e a protecção na infância e na velhice?
A actualidade e a importância do tema, o prestígio académico dos conferencistas e o envolvimento institucional da Fundação Calouste Gulbenkian, justificam a nossa presença. O Álvaro e o arrogante doutor em economia que vive de muitos tachos, bem podiam ir lá para ouvir outras vozes e, talvez, aprender alguma coisa.
Nota: É necessária uma prévia inscrição em http://www.economiacomfuturo.org/pages/conferencia/inscricao.php
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