Termina esta semana a I-League da All India Football Federation (AIFF) em que participaram 14 equipas, quatro das quais são originárias de Goa. O actual campeão – Dempo Sports Club – já assegurou a revalidação do título nacional que, desde 2007, isto é, nas últimas cinco épocas, tem sido conquistado por equipas goesas – o Churchill Brothers SC (de Margão) e o Salgaocar SC (de Vasco da Gama), uma vez cada um, e o Dempo SC (de Pangim) três vezes, incluindo o campeonato que agora termina. Num país onde o cricket é o desporto nacional, é relevante verificar-se que em Goa o desporto-rei é o futebol, o que representa uma das mais curiosas heranças culturais portuguesas, mas também uma das boas memórias lusitanas. O plantel do Dempo SC tem 29 jogadores, onde se incluem dois nigerianos, um japonês e um iraniano. Os outros 25 jogadores têm nacionalidade indiana e são os seguintes: L. Barreto, S. Chowdhury, L. Kattimani, C. Antao, J. Dias, S. Fernandes, M. Gawli, Covan Lawrence, S. Naik, D. Noronha, M. Peixoto, S. Pires, V. Rebello, R. Rodrigues, D. Roy, J. Abranches, P. Carvalho, M. Fernandes, G. Franco, Climax Lawrence, C. Miranda, A. Pereira, J. Rodrigues, J. Ferrao e C. Gonsalves. Desde o ano de 2000 que o treinador da equipa é Armando Colaso. (Note-se que os teclados indianos não usam o til nem o c cedilhado) A herança cultural portuguesa exprime-se em Goa através de diversas formas, desde a língua ao património construído, mas o futebol e a paixão intensa que desperta, sobretudo no sul de Goa, são indiscutivelmente uma das mais fortes marcas da cultura imaterial deixada pelos portugueses. E é bem curioso verificar a quantidade de jogadores com apelidos de origem portuguesa, que parece ser bem superior há que encontramos na maioria das nossas próprias equipas.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Futebolistas goeses são campeões na Índia
terça-feira, 1 de maio de 2012
Portugal na História da Europa e do Mundo
domingo, 29 de abril de 2012
O escândalo da fraude no BPN
sábado, 28 de abril de 2012
Uma ilha com muitos Bispos
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O Museu do Scrimshaw na ilha do Faial
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Uma verdadeira obscenidade!
terça-feira, 24 de abril de 2012
25 de Abril de 1974
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Uma nova esperança para a Europa
No bom caminho?
domingo, 22 de abril de 2012
A imoralidade das pensões douradas
O Correio da Manhã anuncia hoje que o número de reformados do Estado com pensões acima de quatro mil euros, as chamadas pensões douradas, não pára de aumentar. No final do ano passado, segundo o relatório da Caixa Geral de Aposentações existiam 5.235 pensionistas milionários, correspondendo a um aumento de 396 beneficiários face aos 4.839 indivíduos que recebiam reformas douradas em 2010, o que significa que houve um aumento de 8,2 por cento. Dá que pensar porque, segundo avaliou o jornal, a despesa anual com estas pensões ultrapassa os 250 milhões de euros.
Essa situação é absolutamente condenável e não há nenhum critério – tempo de serviço, cargo desempenhado, qualificação profissional ou académica – que justifique este tipo de privilégio que é uma vergonha para a Democracia e uma ofensa para a generalidade da população trabalhadora. Está de acordo com a lei? Mude-se a lei.
É um direito adquirido? Também os meus subsídios eram.
Como é sabido, a pensão média portuguesa é da ordem dos 300 euros, o salário mínimo é de cerca de 485 euros e há quase um milhão de desempregados. Neste quadro, é chocante que se mantenham essas situações injustas e até mesmo imorais, como por exemplo os mais de quatrocentos ex-políticos a receber uma pensão vitalícia. Muitos deles, são hoje gestores de topo em empresas privadas, mas acumulam a pensão do Estado, apesar dos cortes previstos pelo Orçamento do Estado.
Fala-se da reforma do sistema de pensões em Portugal que, de acordo com as promessas eleitorais, devia avançar ainda este ano. Mas esta gente só tem coragem para enfrentar os fracos, porque frente aos fortes apenas revela cobardia.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Gulbenkian defende o património
Sabemos que existe no mundo uma grande quantidade de património construído de origem portuguesa, sobretudo militar e religioso, mas nem sempre temos dele a informação mais correcta.
A Fundação Calouste Gulbenkian juntou 76 especialistas e, em 2010 e 2011, publicou o “Património de Origem Portuguesa no Mundo – Arquitetura e Urbanismo”, um projecto que foi coordenado pelo historiador José Mattoso e que se materializa em três volumes que inventariam 1850 edifícios, obras ou cidades em 550 locais, datados de 1415 a 1999, ou seja, desde a data da conquista de Ceuta até ao ano em que a administração de Macau foi transferida para a China.
Agora a Fundação Gulbenkian vai mais longe e inaugurou um portal - www.hpip.org – que dá continuidade ao projecto editorial. Todas as entradas dos três volumes dedicados à América do Sul (1), à Ásia e Oceânia (2) e a África, Mar Vermelho e Golfo Pérsico (3) estão disponíveis online, em versão portuguesa e inglesa. O HPIP (Heritage of Portuguese Influence/Património de Influência Portuguesa), reúne de forma integrada toda a informação sobre o património de influência portuguesa no mundo, tendo em vista a sua divulgação maciça, sem deixar de procurar as contribuições externas com novas entradas e informações. O projecto não tem fins lucrativos e funcionará com base na colaboração graciosa de todos as pessoas que enviarem textos novos ou propostas de correcção ou aditamento aos textos originais. A gestão do HPIP será rotativa entre quatro universidades: Universidade de Évora, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa e Universidade de Coimbra, sendo esta a primeira responsável.
Uma boa ideia e mais uma grande iniciativa cultural da Fundação Gulbenkian!
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Os insaciáveis glutões da RTP
Na sua edição de hoje o Diário Económico informa que a administração da RTP pediu ao Governo um regime de excepção à nova tabela remuneratória definida pelo novo estatuto do gestor público, o qual define que os administradores das empresas públicas - nomeadamente o presidente - não podem auferir uma remuneração acima do vencimento do primeiro-ministro, que é de 6.850 euros mensais.
Segundo o mesmo jornal, o senhor Guilherme Costa, actual presidente da RTP, teve em 2010 uma remuneração bruta anual de 250 mil euros e, pelos vistos, não está nada contente com esta decisão, pelo que reagiu. Porém, em vez de se demitir, preferiu mendigar um regime de excepção ao governo. Que tristeza de gente!
No momento que somos confrontados com desemprego e pobreza, cortes nos subsídios, aumentos brutais no IRS, aumentos da electricidade, dos transportes e da saúde, vem a RTP e o tal senhor Costa, fazer um pedido que envolve uma total ausência de bom senso e uma atrevida ousadia. Espera-se que os valentões das Finanças, isto é, os gasparinhos, tenham a resposta adequada e, ainda, que a tutela tenha a coragem de dar uma guia de marcha a esses indivíduos para deixarem de nos explorar e para irem pregar para outra freguesia. A sua experiência talvez possa interessar a algumas televisões locais…
quarta-feira, 18 de abril de 2012
FMI traça-nos um futuro negro
Os jornais portugueses referem hoje o relatório da Primavera do FMI – o World Economic Outlook – que contém preocupantes previsões sobre o futuro imediato da Europa, da Zona Euro e, naturalmente, dos portugueses. Na base das preocupações manifestadas no relatório do FMI está o sobreendividamento europeu, mas também o desemprego e o decréscimo da competitividade, sobretudo nos países do Sul – Grécia, Portugal, Espanha e Itália – todos eles vítimas da espiral da dívida e da crise internacional.
No entanto, em termos mais imediatos, o problema português parece derivar também do previsível abrandamento da conjuntura europeia. De facto, a Itália e a Espanha (terceira e quartas economias da Zona Euro) deverão retroceder cerca de 2%, enquanto a Alemanha e a França (primeira e segunda economias da Zona Euro), deverão estagnar. Acontece que mais de metade das exportações portuguesas se dirigem para esses quatro países e, por isso, as perspectivas de crescimento económico e de emprego pela via do aumento das exportações está comprometida. Assim, a crise portuguesa tenderá a aprofundar-se, a não ser que seja estimulado o consumo interno e a poupança, o que só é possível com menos austeridade. É uma pescadinha de rabo na boca, que não depende só de nós. Como é evidente e já era sabido. Porém, há um ano atrás diziam-nos – o Catroga, o Moedas e o Nogeira - que com o corte de gorduras do Estado e a extinção de institutos tudo se resolveria. Afinal, não é assim. Paradoxalmente, há um programa que foi feito pelo FMI e, pasme-se, é o mesmo FMI que nos está a traçar um futuro negro, como salienta o Jornal de Notícias. Bom seria que se enganassem…
No entanto, em termos mais imediatos, o problema português parece derivar também do previsível abrandamento da conjuntura europeia. De facto, a Itália e a Espanha (terceira e quartas economias da Zona Euro) deverão retroceder cerca de 2%, enquanto a Alemanha e a França (primeira e segunda economias da Zona Euro), deverão estagnar. Acontece que mais de metade das exportações portuguesas se dirigem para esses quatro países e, por isso, as perspectivas de crescimento económico e de emprego pela via do aumento das exportações está comprometida. Assim, a crise portuguesa tenderá a aprofundar-se, a não ser que seja estimulado o consumo interno e a poupança, o que só é possível com menos austeridade. É uma pescadinha de rabo na boca, que não depende só de nós. Como é evidente e já era sabido. Porém, há um ano atrás diziam-nos – o Catroga, o Moedas e o Nogeira - que com o corte de gorduras do Estado e a extinção de institutos tudo se resolveria. Afinal, não é assim. Paradoxalmente, há um programa que foi feito pelo FMI e, pasme-se, é o mesmo FMI que nos está a traçar um futuro negro, como salienta o Jornal de Notícias. Bom seria que se enganassem…
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Divino Espírito Santo 2012
As famosas Festas do Espírito Santo que se realizam nos Açores a partir de Abril até Junho, apresentam características diferenciadas de ilha para ilha e de povoação para povoação, mas são bem características da vida religiosa e cultural dos açorianos. Diz-se que fazem parte da alma açoriana, pois ajudaram a desenvolver um sentido de comunidade que se manifesta intensamente nas ilhas e no exterior, levando muitos emigrantes a regressar às origens apenas para participar nas cerimónias e nos festejos do Espírito Santo.
As Festas do Espírito Santo foram trazidas do Continente com os primeiros povoadores e, na actualidade, conservam as suas características principais, incluindo uma grande devoção religiosa, um intenso colorido das cerimónias e uma acentuada feição popular. A festa é organizada pela Irmandade de mordomos e pelas suas famílias. As ruas são ornamentadas com luzes e bandeirinhas, as pessoas vestem os seus melhores fatos e as crianças divertem-se. Respira-se um ambiente de festa que envolve as pessoas da terra e das povoações vizinhas. O cortejo ou procissão deixa a casa do mordomo e dirige-se para a igreja, incorporando o mordomo, as rainhas, a banda de música, os foliões e o povo. A cerimónia religiosa é muito participada e inclui a coroação do imperador e das rainhas, repetindo-se depois o cortejo. De seguida, as oito centenas de participantes e convidados dirigem-se para o almoço - as sopas do Espírito Santo - para o qual foram abatidas quatro vacas!
Foi nas Terras, ali junto às Lajes do Pico e eu fui convidado pelo A.P. Agradeço-lhe esta oportunidade. Foram várias horas de grande espectáculo, em que se destacam as vertentes religiosa, musical, etnográfica e gastronómica!
domingo, 15 de abril de 2012
Anticiclone dos Açores
Mais uma vez estou de visita ao arquipélago dos Açores, ou antes, à ilha do Pico. O voo directo desde Lisboa foi muito calmo e a aterragem do Airbus da TAP no aeroporto da ilha do Pico foi serena.
Inesperadamente, a ilha não estava envolvida pelas neblinas que aparecem nesta época do ano, não havia os habituais chuviscos, o vento estava adormecido, o pico mais alto de Portugal estava descoberto e, na sua impressionante imponência, ainda exibia alguns restos de neve.
Um sol radioso iluminava a orla costeira, as verdejantes encostas e o casario branco das povoações. A meteorologia revelava-se benigna, parecendo deixar para trás o tempo das ventanias e dos dias de contínua pluviosidade, ao mesmo tempo que parecia antecipar os dias das festas e das romarias que tanto animam o quotidiano açoriano nos meses de Verão. O anticiclone dos Açores deve estar estacionário sobre as ilhas açorianas e a produzir este bom tempo, imprevisto mas muito agradável. Com este cenário, não há desânimo que chegue aqui!
Apesar de todas as contrariedades que afectam a nossa economia e a nossa sociedade, "uma boa meteorologia" ajuda a reconquistar o optimismo e a confiança de que o nosso país tanto precisa. Por isso, bom seria que o anticiclone se deslocasse mais para Este, para mais próximo do rectângulo...
Inesperadamente, a ilha não estava envolvida pelas neblinas que aparecem nesta época do ano, não havia os habituais chuviscos, o vento estava adormecido, o pico mais alto de Portugal estava descoberto e, na sua impressionante imponência, ainda exibia alguns restos de neve.
Um sol radioso iluminava a orla costeira, as verdejantes encostas e o casario branco das povoações. A meteorologia revelava-se benigna, parecendo deixar para trás o tempo das ventanias e dos dias de contínua pluviosidade, ao mesmo tempo que parecia antecipar os dias das festas e das romarias que tanto animam o quotidiano açoriano nos meses de Verão. O anticiclone dos Açores deve estar estacionário sobre as ilhas açorianas e a produzir este bom tempo, imprevisto mas muito agradável. Com este cenário, não há desânimo que chegue aqui!
Apesar de todas as contrariedades que afectam a nossa economia e a nossa sociedade, "uma boa meteorologia" ajuda a reconquistar o optimismo e a confiança de que o nosso país tanto precisa. Por isso, bom seria que o anticiclone se deslocasse mais para Este, para mais próximo do rectângulo...
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