As eleições
brasileiras estão à porta e serão cerca de 158 milhões de eleitores que irão às
urnas para escolher o presidente da República, os governadores estaduais, os
senadores e os deputados, federais, estaduais e distritais.
A campanha
eleitoral já começou há uma semana mas, para quem observa o processo desde a
margem oriental do Atlântico, o interesse das eleições gerais brasileiras está
centrado na escolha presidencial e daí que se dê muita atenção às sondagens, a
primeira das quais foi divulgada pela
Datafolha, a mais credível agência de pesquisa brasileira. Os resultados
dessa sondagem foram ontem revelados pela imprensa, designadamente pelo jornal O
Globo, que se publica no Rio de Janeiro e que mostra uma disputa
intensa na chamada corrida ao Planalto, em que se destacam o actual presidente
Lula da Silva, com 39% das intenções de voto, e o candidato Flávio Bolsonaro, que
recolhe 33% das intenções de voto. Numa simulação para a 2ª volta, a realizar,
se necessário, no dia 25 de outubro, as intenções de voto aparecem repartidas
entre Lula da Silva (47%) e Bolsonaro (43%).
A vantagem de
Lula da Silva é estatisticamente reduzida e a sondagem mostra que, consideradas
as margens de erro, estamos perante um empate técnico.
Faltam 42 dias
para o veridicto dos eleitores brasileiros, que vão ser sujeitos a verdadeiras
“lavagens ao cérebro”, com propaganda, desinformação, campanhas difamatórias e
interferências externas, além de mentiras, de calúnias e de ameaças.
O panorama internacional
também se apresenta incerto e confuso, o que pode afetar a serenidade de que os
brasileiros precisam para fazer as suas escolhas eleitorais.
Como aqui já foi escrito
antes, os brasileiros que se cuidem…

Brasil, o país do futuro ... sempre adiado.
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