Foi no dia 19 de
julho que terminou o Campeonato do Mundo de Futebol, que a Espanha venceu
depois de ter batido a Argentina na final disputada no MetLife Stadium em East
Rutherford, New Jersey, na presença do rei de Espanha, dos presidentes os
Estados Unidos e do México e do primeiro-ministro de Canadá.
Depois de um
percurso em que cada uma das equipas finalistas efectuou 7 jogos, ambas estavam
pressionadas pela rivalidade, pelo “nacionalismo” dos seus adeptos e pela
ambição de vencer: a Argentina ambicionava pela renovação do título que
conquistara em 2022 e a Espanha aspirava recuperar o título que já ganhara em
2010.
O jogo da final foi
equilibrado, mas tenso e duro, tendo ficado empatado, pelo que as equipas tiveram
que ir a um prolongamento no qual o espanhol Ferran Torres, que é jogador do
Paris Saint-Germain, meteu um golo que deu a vitória à equipa da Espanha. Os
argentinos, que não são um modelo de desportivismo desportivo, possivelmente
acreditavam nalgum “milagre de Messi”, semelhante ao “milagre de Maradona” de
1986, quando marcou um golo com a mão à Inglaterra que foi validado e a que ele
se referiu mais tarde como tendo sido marcado pela “mão de Deus”.
Como isso não aconteceu,
alguns jogadores argentinos não gostaram de ver a euforia espanhola, não suportaram
a dor e perderam a cabeça, mostrando não saber perder e agrediram alguns jogadores
espanhóis, como a televisão mostrou em directo.
Passou um mês e, na
sua edição de hoje, o diário espanhol Marca destaca o “duro castigo por não
saber perder” aplicado pelo Comité Disciplinar da FIFA, que disse de sua justiça
e puniu o jogador Paredes com 10 jogos de suspensão e o jogador Molina com 7 jogos
de suspensão, tendo ambos sido alvo de uma multa de 77 mil euros. Além disso, a
selecção argentina também foi punida por ter apoiado manifestações de caráter não
desportivo em relação às ilhas Malvinas.
Foi um duro e desprestigiante
castigo para a Argentina e aqui está, no meio de tantas dissonâncias futebolísticas
que diariamente acontecem, a prova de que no futebol ainda não vale tudo…

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