sexta-feira, 31 de julho de 2026

Infantino, Trump e o futebol como negócio


O Mundial de 2026 já terminou há quase duas semanas com a vitória da selecção da Espanha, mas o balanço do evento começa agora a ser feito, mostrando números inéditos de público nos estádios e de audiências televisivas. Estima-se que nos estádios estiveram 6,81 milhões de espectadores, o que representa uma média de 65.490 espectadores por cada um dos 104 jogos disputados e uma taxa de ocupação dos estádios de 99,7%, apesar dos preços exorbitantes ou mesmo escandalosos dos bilhetes. Estima-se, também, que cerca de 5,2 mil milhões de pessoas – quase dois terços da população mundial – assistiu pelo menos uma vez às transmissões televisivas.
A FIFA previa uma “equação económica” simples para o Mundial: do lado das receitas esperavam-se mais de 7 mil milhões de euros (um crescimento de 56% em relação ao Mundial de 2022), incluindo 3,5 mil milhões de euros de direitos televisivos, enquanto do lado das despesas estavam orçamentados 3,2 mil milhões de euros, nelas se incluindo os prémios às seleções, aos clubes que cederam os jogadores e aos próprios jogadores, mas também as ofertas a Donald Trump e aos seus familiares e amigos. A ser assim, a FIFA terá tido um lucro da ordem dos 3 a 4 mil milhões de euros!
Gianni Infantino, o presidente da FIFA, e Donald Trump, o dono da Trump Tower e presidente do Estados Unidos, devem ter ficado deslumbrados com estes números e “embrulharam-se” em favores e elogios. Infantino atribuiu a Trump o primeiro Prémio da Paz da FIFA e Trump quer ver Infantino como secretário-geral das Nações Unidas, isto é, favor com favor se paga. Agora Infantino quer vender 20% dos direitos comerciais do Mundial, com Trump e a sua família a quererem comprar, embora Trump queira muito mais desta “galinha dos ovos de ouro” que é o futebol.
O jornal L’Équipe pergunta onde é que eles vão parar, nesta corrida que já foi chamada o “negócio do século da FIFA” e que, uma vez mais, vem mostrar o que o futebol é um negócio onde domina a grande corrupção. 

1 comentário:

  1. Troca de favores, grandes e pelos grandes, às descaradas. Adeus, futebol profissional desporto!

    ResponderEliminar