domingo, 3 de junho de 2012
Um país cheio de Borges
sábado, 2 de junho de 2012
A temporada Gulbenkian de música 12/13
Encontro de Culturas em Serpa
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A imoralidade de certas reformas
terça-feira, 29 de maio de 2012
Campeões da solidariedade
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A transparência continua adiada
A utilidade de uma informação – II
Na chamada Zona Industrial do Casal da Areia, próximo de Alcobaça, situam-se as instalações da Veco Design - Fábrica de Parques Infantis e Mobiliário Urbano, uma empresa portuguesa a que já foi atribuído o prestigioso estatuto de PME Excelência.
As suas instalações ocupam cerca de 10 mil metros quadrados e constam de uma fábrica e de um armazém, além de um show-room permanente, em que se destacam o colorido e o design dos equipamentos que a empresa comercializa, não só em Portugal, mas também em Angola, Espanha, França, Marrocos, Brasil e Alemanha.
É uma empresa bem sucedida e, talvez por isso, cobiçada pelos amigos do alheio. Porém, num enorme cartaz colocado junto da sua porta principal, a empresa avisa os senhores ladrões que não temos telemóveis, portáteis ou dinheiro para roubar, “mas temos trabalho para dar!...” É uma informação útil que certamente desincentiva os ladrões, mas com o elevado desemprego que temos, a Veco Design corre o risco de ver milhares de desempregados à sua porta a procurar o trabalho que a empresa afirma ter para dar.
domingo, 27 de maio de 2012
Nem oito, nem oitenta
sábado, 26 de maio de 2012
A Espanha aqui tão perto
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Viagens presidenciais em tempo de crise
O Presidente da República chegou à Austrália, depois de já ter visitado Timor-Leste e a Indonésia, numa viagem de onze dias que ainda o levará a Singapura, o que constitui a mais longa viagem que até agora empreendeu. É sabido que o actual Presidente tem viajado muito menos que os seus antecessores e esse facto deve ser salientado positivamente, como também deve ser elogiada a ideia de disponibilizar informação ao público sobre as actividades presidenciais através do sítio da Presidência. Porém, essas informações são manifestamente insuficientes no momento por que estamos a passar, marcado pelo brutal aumento do desemprego e da pobreza, pela perda de direitos dos trabalhadores e dos pensionistas, mas também pela quebra dos níveis de confiança e de coesão nacional. Os sacrifícios que estão a ser impostos à generalidade dos portugueses, exigem muita clareza nas despesas do Estado. A começar por cima. E se é admissível que o grande público desconheça o interesse nacional destas viagens, já não é aceitável que seja desconhecida a composição das respectivas comitivas, habitualmente muito extensas e com turistas pelo meio, bem como os critérios utilizados para a sua formação. Obviamente que, quem perdeu os subsídios de Férias e de Natal ou está desempregado, quer saber se estas visitas se justificam, bem como a composição da comitiva e o valor da respectiva factura presidencial, incluindo os custos das viagens e dos hotéis. Em tempo de vacas magras e de aperto, estas viagens deixam-nos atolados na dúvida.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
As gorduras do Estado
domingo, 20 de maio de 2012
Volvo Ocean Race em Lisboa
Taur Matan Ruak
Decorreram em Timor-Leste as festas comemorativas da passagem do décimo aniversário da restauração da sua independência, que se verificou no dia 20 de Maio de 2002. Numa altura em que ainda estão bem presentes na nossa memória as dolorosas etapas que, desde 1974 até à actualidade, levaram à construção do Estado timorense, a celebração desta efeméride tem todo o sentido no plano simbólico, quer em Timor-Leste, quer em Portugal. A história recente da ilha do crocodilo e do povo timorense é uma grande epopeia. Depois da turbulência do período de descolonização e do abandono português, aconteceu uma guerra civil a que se seguiu a brutal invasão e ocupação indonésia, com as cumplicidades americana e australiana. Embora martirizados pela guerra e pelos ocupantes, os timorenses resistiram nos meios urbanos e nas montanhas. Em Díli, no Matebian e no cemitério de Santa Cruz. Na rede clandestina e na luta armada. Com Nicolau Lobato e Konis Santana. Com Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak. O referendo de 1999 premiou a tenacidade e a coragem timorenses e o povo escolheu o seu próprio destino, embora algumas forças reaccionárias tivessem então destruído quase todo o património edificado em território timorense. Disse-se, então, que não houvera uma tão extensa destruição desde a 2ª guerra mundial. A comunidade internacional percebeu nessa altura que, embora encaixados entre a Indonésia e a Austrália, os timorenses tinham direito à sua identidade e à sua dignidade. Assim, a efémera independência que tinha sido declarada em 1975 foi restaurada em 2002. Depois de Xanana Gusmão e José Ramos-Horta terem ocupado a Presidência da República, no dia em que se comemoraram dez anos sobre a restauração da independência, esta passou a ser ocupada por José Maria Vasconcelos, casado com Isabel da Costa Ferreira. Porém, Vasconcelos não usa o seu nome de baptismo e mantém o nome de guerra que usou durante a luta armada: Taur Matan Ruak.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Olivença e as utopias ibéricas
O semanário O Clarim foi fundado em Macau no ano de 1943 e é propriedade da Diocese de Macau mas, embora não seja a sua voz oficial, é um instrumento de divulgação da doutrina da Igreja Católica e do pensamento cristão na região de Macau. Porém, o semanário também é um dos jornais macaenses que continua a publicar-se em português e esse facto, só por si, torna-o um farol da cultura portuguesa naquela região da República Popular da China. Surpreendentemente, a sua última edição é ilustrada com uma fotografia da belíssima porta manuelina do Palácio dos Duques de Cadaval em Olivença e com o título: “Macau é solução para Olivença”. A cidade de Olivença constitui uma ferida nas relações ibéricas. Situada na margem esquerda do rio Guadiana, foi ocupada em 1801 pelas tropas espanholas concertadas com as tropas napoleónicas, durante a chamada guerra das Laranjas. Porém, o Congresso de Viena assinado em 1815, inclui uma Acta Final em que a Espanha reconhece os direitos de Portugal sobre as localidades por ela tomadas de assalto, embora nunca tivesse libertado Olivença. Oficialmente, o governo português não reconhece a soberania espanhola sobre Olivença e, muito timidamente, considera aquele território “português de jure”, mas também há muitas outras opiniões que insistem que Olivença deveria ser reintegrada no território português. Uma dessas vozes é do Grupo dos Amigos de Olivença, cujo presidente defendeu que a reintegração de Olivença nos mapas político e geográfico de Portugal deverá ser feita “através de uma fase de transição de 20 a 30 anos”, num processo idêntico ao de “Hong Kong e Macau”. Talvez por essa analogia, o semanário macaense destacou este complexo assunto ibérico para a sua primeira página, que é muito semelhante às reivindicações marroquinas sobre Ceuta e Melilla e à reivindicação espanhola sobre Gibraltar. São processos históricos ibéricos que o tempo transformou em utopias, porque a vontade das populações está hoje acima de quaisquer direitos históricos, sejam eles portugueses, espanhóis ou marroquinos.
Fatima rassemble les Portugais
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