terça-feira, 11 de agosto de 2026

United States: a Nation of Immigrants

A edição de domingo do diário The New York Times inclui uma extensa reportagem sobre as raízes étnicas e culturais da população dos Estados Unidos que fazem com que o país se tenha tornado um “caldeirão cultural, tapeçaria, mosaico, caleidoscópio”. 
A reportagem intitulada “Tracing the Roots of a Nation of Immigrants”, recorreu a pesquisas de grande qualidade académica e jornalística, identificando as regiões dos Estados Unidos em que predominam as populações migrantes que, desde o século XVI e até à actualidade, contribuíram para a formação do tecido socio-cultural americano.
Assim, o estudo – que é documentado por abundantes gráficos e ilustrações – mostra as regiões e até algumas cidades onde mais de 20% da população é de origem mexicana, ou afro-americana, ou chinesa, ou nativo-americana e, até, americana, um conceito que é usado para definir os descendentes dos primeiros imigrantes ingleses, escoceses e irlandeses que chegaram ao continente americano. A situação é caracterizada através de alguns exemplos de cidades cuja população é maioritariamente mexicana (81% em Phoenix), somali (53% em Minneapolis) ou indiana (37% em Houston).
Curiosamente, o estudo nunca refere as comunidades portuguesas que se fixaram nas regiões da Califórnia e da Nova Inglaterra, designadamente nos estados da Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Connecticut, o que parece significar que são muito minoritárias nesses estados. Contudo, a reportagem requere uma leitura e uma interpretação mais profundas, que não cabem no âmbito deste texto.
Como nota final, que o estudo não contempla, refere-se que Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, é neto de imigrantes alemães pelo lado paterno e filho de uma imigrante escocesa pelo lado materno, além de ser casado com uma imigrante eslovena. É caso para perguntar o que o leva a perseguir os imigrantes…

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