A edição de
domingo do diário The New York Times inclui uma extensa reportagem sobre as
raízes étnicas e culturais da população dos Estados Unidos que fazem com que o
país se tenha tornado um “caldeirão cultural, tapeçaria, mosaico,
caleidoscópio”.
A reportagem intitulada
“Tracing the Roots of a Nation of Immigrants”, recorreu a pesquisas de grande
qualidade académica e jornalística, identificando as regiões dos Estados Unidos
em que predominam as populações migrantes que, desde o século XVI e até à
actualidade, contribuíram para a formação do tecido socio-cultural americano.
Assim, o estudo –
que é documentado por abundantes gráficos e ilustrações – mostra as regiões e
até algumas cidades onde mais de 20% da população é de origem mexicana, ou
afro-americana, ou chinesa, ou nativo-americana e, até, americana, um conceito
que é usado para definir os descendentes dos primeiros imigrantes ingleses,
escoceses e irlandeses que chegaram ao continente americano. A situação é
caracterizada através de alguns exemplos de cidades cuja população é
maioritariamente mexicana (81% em Phoenix), somali (53% em Minneapolis) ou
indiana (37% em Houston).
Curiosamente, o
estudo nunca refere as comunidades portuguesas que se fixaram nas regiões da
Califórnia e da Nova Inglaterra, designadamente nos estados da Califórnia,
Massachusetts, Rhode Island e Connecticut, o que parece significar que são
muito minoritárias nesses estados. Contudo, a reportagem requere uma leitura e uma
interpretação mais profundas, que não cabem no âmbito deste texto.
Como nota final, que
o estudo não contempla, refere-se que Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos,
é neto de imigrantes alemães pelo lado paterno e filho de uma imigrante escocesa
pelo lado materno, além de ser casado com uma imigrante eslovena. É caso para perguntar
o que o leva a perseguir os imigrantes…

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