sábado, 25 de julho de 2026

França: sem água e com fogos florestais

Tal como está a acontecer em outros países da Europa ocidental, os incêndios florestais também estão a lavrar intensamente em várias regiões da França, o que é noticiado em toda a sua imprensa nacional e regional. 
A edição de hoje do jornal Le Parisien escolheu como título de primeira página a frase “La France en feu”, mas outro jornal regional francês escolheu como manchete “Incendies: un été d’apocalypse”, referindo que são “incêndios XXL”, que estão fora de controlo e que já obrigaram à evacuação de 110 mil pessoas. As zonas mais atingidas por esta devastadora tragédia localizam-se no sul do país, sobretudo nos departamentos de Gironda (Bordéus), das Landes (Mont-de-Marsan) e do Var (Toulon).
Este fenómeno dos fogos florestais vem juntar-se à falta de água e à seca, por vezes extrema, que tem alarmado a França nas últimas semanas e que, a propósito de uma lei de urgência agrícola e de armazenamento de água em discussão pública, fez manchete em diversos jornais com títulos como “La France à sec”, “la guerre de l’eau”, ou “il faudra partager l’eau”.
Significa que os fogos florestais, a seca e a escassez de água são problemas que, nos últimos anos, se têm acentuado na França, mostrando que a França também é vítima das alterações climáticas.
Apesar da sua grandeza histórica, da robustez da sua economia, da sua capacidade tecnológica e da exibição de poder que fez ao mundo no passado dia 14 de julho, a França também tem muitos problemas, que vão desde a diversidade do tecido social à enorme dívida pública, entre os quais assumem uma crescente importância os efeitos das alterações climáticas.

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