Foi uma noite de festa para quem gosta de futebol! No Estádio da Luz, a selecção portuguesa exibiu-se com grande competência, brilhou e venceu a equipa da Bósnia-Herzegovina por 6-2, assegurando a sua presença no Euro 2012. Com este resultado, a equipa portuguesa qualifica-se pela sétima vez consecutiva para a fase final das grandes competições internacionais de futebol e instala-se definitivamente no grupo das melhores equipas do mundo.
A expectativa era enorme e naqueles jogadores concentravam-se as esperanças de muitos portugueses. Em certo sentido, aquele jogo representava um grito de revolta colectivo contra as dificuldades por que estamos a passar, contra os cortes dos subsídios de férias e de Natal impostos pelo orçamento, contra a troika e contra os políticos mentirosos, contra os juros da dívida e a dúvida sobre o futuro do euro, contra o BPN e o BPP, contra os boys e as girls, contra os robalos e as alheiras, contra o desemprego e o desânimo.
Naquele jogo os portugueses pediam aos jogadores da selecção para lhes darem a alegria de um mês de futebol e de entusiasmo no próximo ano, que atenue os enormes sacrifícios a que vão ser submetidos. E eles responderam positivamente.
Entre 8 de Junho e 1 de Julho de 2012 a selecção portuguesa estará a disputar o Euro 2012 e o pensamento dos portugueses estará na Polónia e na Ucrânia.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Euro 2012: o futebol em festa
sábado, 12 de novembro de 2011
A casa europeia está a arder
Jean-Claude Juncker, o decano dos líderes europeus que há 16 anos está à frente do Luxemburgo e que há seis preside ao Eurogrupo, visitou Lisboa e afirmou:
"A casa europeia está a arder".
De facto, por razões endógenas ou por contágio, a crise financeira europeia vai alastrando e a ameaça à moeda única é cada vez mais evidente e mais séria.
Nesse mesmo dia, o diário francês Le Monde provocava muito pânico ao titular na sua primeira página:
“Depois da Grécia e da Itália, será a vez da França”?
Embora a França venha procurando projectar-se internacionalmente em diferentes domínios e se mantenha ligada à Alemanha através do directório Merkel-Sarkozy, o facto é que nas actuais circunstâncias está com muitas dificuldades financeiras. O seu grau de exposição às dívidas grega e italiana é muito elevado e preocupante, enquanto a sua dívida pública se aproxima dos 100% do PIB e o défice público está acima de 7%, o que tem levado a Comissão Europeia a sugerir medidas de austeridade suplementares para corrigir esse défice excessivo.
“Depois da Grécia e da Itália, será a vez da França”?
Na realidade, a casa europeia está a arder e, como tem sido dito, mais cedo ou mais tarde, o fogo chegará à porta de todos - incluindo da Alemanha.
Neste quadro de “incêndio” generalizado, é curioso verificar que, este ano, se espera que o défice português venha a ser inferior ao de oito dos 17 países do Eurogrupo, entre os quais os défices orçamentais espanhóis, franceses, irlandeses e gregos. Afinal estamos todos no mesmo barco e a tempestade a todos afecta, independentemente de quem é o timoneiro.
"A casa europeia está a arder".
De facto, por razões endógenas ou por contágio, a crise financeira europeia vai alastrando e a ameaça à moeda única é cada vez mais evidente e mais séria.
Nesse mesmo dia, o diário francês Le Monde provocava muito pânico ao titular na sua primeira página:
“Depois da Grécia e da Itália, será a vez da França”?
Embora a França venha procurando projectar-se internacionalmente em diferentes domínios e se mantenha ligada à Alemanha através do directório Merkel-Sarkozy, o facto é que nas actuais circunstâncias está com muitas dificuldades financeiras. O seu grau de exposição às dívidas grega e italiana é muito elevado e preocupante, enquanto a sua dívida pública se aproxima dos 100% do PIB e o défice público está acima de 7%, o que tem levado a Comissão Europeia a sugerir medidas de austeridade suplementares para corrigir esse défice excessivo.
“Depois da Grécia e da Itália, será a vez da França”?
Na realidade, a casa europeia está a arder e, como tem sido dito, mais cedo ou mais tarde, o fogo chegará à porta de todos - incluindo da Alemanha.
Neste quadro de “incêndio” generalizado, é curioso verificar que, este ano, se espera que o défice português venha a ser inferior ao de oito dos 17 países do Eurogrupo, entre os quais os défices orçamentais espanhóis, franceses, irlandeses e gregos. Afinal estamos todos no mesmo barco e a tempestade a todos afecta, independentemente de quem é o timoneiro.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A Itália à beira do abismo
O ataque ao euro e às dívidas soberanas prossegue, numa cadeia de acontecimentos cuja interpretação é cada vez mais complexa. Depois da Grécia, da Irlanda e de Portugal, agora é a Itália – a 4ª economia europeia, a 8ª economia do mundo e um dos membros do G8 – que enfrenta sérias dificuldades financeiras.
Perante a pressão dos credores, o primeiro-ministro Berlusconi demitiu-se, enquanto se preparam medidas de austeridade para reduzir a dívida e o défice italianos. Com a economia estagnada há dez anos, a dívida pública acima dos 120% do PIB e com os respectivos juros a atingirem a barreira psicológica dos 7%, a Itália chegou à beira do abismo, como afirma o jornal catalão La Vanguardia .
No primeiro trimestre de 2012 terá de amortizar 64 mil milhões de euros da sua dívida pública e, no conjunto do ano de 2012, este valor subirá para o astronómico valor de 306 mil milhões de euros. Ninguém sabe o que irá acontecer e somos confrontados com todo o tipo de análises, parecendo significar que não há outra solução que não seja a austeridade, a que se segue a recessão económica, o empobrecimento e a continuação da espiral da dívida, com maior ou menor reacção social. Como tem sido dito, a Itália é grande demais para falir, mas também é grande demais para salvar. A incerteza reina na Europa, o euro está em perigo e o futuro é sombrio.
Há poucos meses, via-se e ouvia-se o sargento Catroga, o Moedas, o Cantiga e, sobretudo, esse génio da basófia que é o Nogeira, a tratarem o nosso problema como se fosse um caso de gorduras do Estado, de excesso de institutos e de fundações e, até, dos humores do Primeiro-Ministro. Com a mudança governamental, as agências de rating iriam sossegar, cairiam as taxas de juro e tudo se resolveria sem atacar a classe média, nem aumentar impostos. Eles tinham soluções para tudo.
Afinal, como agora se vê claramente, eles eram ignorantes ou mentirosos, porque o problema era outro.
Perante a pressão dos credores, o primeiro-ministro Berlusconi demitiu-se, enquanto se preparam medidas de austeridade para reduzir a dívida e o défice italianos. Com a economia estagnada há dez anos, a dívida pública acima dos 120% do PIB e com os respectivos juros a atingirem a barreira psicológica dos 7%, a Itália chegou à beira do abismo, como afirma o jornal catalão La Vanguardia .
No primeiro trimestre de 2012 terá de amortizar 64 mil milhões de euros da sua dívida pública e, no conjunto do ano de 2012, este valor subirá para o astronómico valor de 306 mil milhões de euros. Ninguém sabe o que irá acontecer e somos confrontados com todo o tipo de análises, parecendo significar que não há outra solução que não seja a austeridade, a que se segue a recessão económica, o empobrecimento e a continuação da espiral da dívida, com maior ou menor reacção social. Como tem sido dito, a Itália é grande demais para falir, mas também é grande demais para salvar. A incerteza reina na Europa, o euro está em perigo e o futuro é sombrio.
Há poucos meses, via-se e ouvia-se o sargento Catroga, o Moedas, o Cantiga e, sobretudo, esse génio da basófia que é o Nogeira, a tratarem o nosso problema como se fosse um caso de gorduras do Estado, de excesso de institutos e de fundações e, até, dos humores do Primeiro-Ministro. Com a mudança governamental, as agências de rating iriam sossegar, cairiam as taxas de juro e tudo se resolveria sem atacar a classe média, nem aumentar impostos. Eles tinham soluções para tudo.
Afinal, como agora se vê claramente, eles eram ignorantes ou mentirosos, porque o problema era outro.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Uma exposição de invulgar qualidade
A Perspectiva das Coisas: a Natureza-morta na Europa, séculos XVII a XX é um projecto da Fundação Calouste Gulbenkian para ser apresentado em dois tempos, constituindo uma extensa mostra que se debruça sobre o género da natureza-morta.
A primeira parte foi apresentada entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio de 2010 tendo abrangido os séculos XVII e XVIII e apresentado obras de Rembrandt, Chardin e Francisco de Goya, entre outros.
A segunda parte do projecto abrange os séculos XIX e XX e está patente ao público desde 20 de Outubro de 2011 até 8 de Janeiro de 2012, apresentando 93 obras de 70 pintores, incluindo Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Gaugin, Salvador Dali, Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir, Vincent Van Gogh e Claude Monet.
A maioria das obras expostas nunca foi vista em Portugal e resulta de empréstimos de algumas das mais importantes instituições museológicas europeias e americanas, públicas e privadas. É uma autêntica raridade. No entanto, a exposição também inclui várias obras da própria colecção Gulbenkian, assinadas por Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Mário Eloy e Vieira da Silva.
A exposição é visualmente muito rica, mostrando obras de invulgar qualidade e explora os temas recorrentes da natureza-morta ao longo de quatro séculos: frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, entre outros. Trata-se de um acontecimento cultural de excelência e de uma singular oportunidade para o público português, podendo ser vista de terça-feira a domingo das 10.00 às 18.00 horas, e às quintas-feiras e sábados até às 20.00 horas, por apenas cinco euros.
Obviamente, uma grande exposição a visitar!
A primeira parte foi apresentada entre 12 de Fevereiro e 2 de Maio de 2010 tendo abrangido os séculos XVII e XVIII e apresentado obras de Rembrandt, Chardin e Francisco de Goya, entre outros.
A segunda parte do projecto abrange os séculos XIX e XX e está patente ao público desde 20 de Outubro de 2011 até 8 de Janeiro de 2012, apresentando 93 obras de 70 pintores, incluindo Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Gaugin, Salvador Dali, Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir, Vincent Van Gogh e Claude Monet.
A maioria das obras expostas nunca foi vista em Portugal e resulta de empréstimos de algumas das mais importantes instituições museológicas europeias e americanas, públicas e privadas. É uma autêntica raridade. No entanto, a exposição também inclui várias obras da própria colecção Gulbenkian, assinadas por Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Mário Eloy e Vieira da Silva.
A exposição é visualmente muito rica, mostrando obras de invulgar qualidade e explora os temas recorrentes da natureza-morta ao longo de quatro séculos: frutos, caça, cozinhas e mesas de banquete, pintura de flores, instrumentos musicais, entre outros. Trata-se de um acontecimento cultural de excelência e de uma singular oportunidade para o público português, podendo ser vista de terça-feira a domingo das 10.00 às 18.00 horas, e às quintas-feiras e sábados até às 20.00 horas, por apenas cinco euros.
Obviamente, uma grande exposição a visitar!
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A ondulação perfeita na Nazaré
O espectacular acontecimento entusiasmou toda a gente que a ele assistiu junto do farol da Nazaré e o jornal Diário de Notícias chamou-a à sua primeira página: no passado dia 1 de Novembro o surfista irlandês Garret McNamara apanhou uma onda de cerca de 30 metros na Praia do Norte, na Nazaré, supondo-se que tenha sido a maior onda alguma vez surfada em todo o mundo.
As imagens captadas vão agora ser avaliadas pelos peritos para determinar a sua altura exacta, através de um processo simples: assume-se a altura do surfista como referência e extrapola-se para conseguir a distância entre o topo e a parte mais baixa da face da onda. Seja qual for a medição que vier a ser fixada, a Nazaré ofereceu ao mundo do surf uma das maiores ondas de sempre.
McNamara é um especialista em ondas gigantes e tem vindo a explorar as excepcionais condições da Praia do Norte, onde se formam ondas gigantes devido ao “canhão da Nazaré”, um desfiladeiro submarino com cerca de 170 km que chega aos 5 mil metros de profundidade.
Com a sua performance o surfista irlandês terá pulverizado a anterior marca registada no Guinness - uma onda de 77 pés (23,5 metros) apanhada em 2001 no Banco de Cortez, ao largo da Califórnia, pelo norte-americano Mike Parsons.
As impressionantes imagens recolhidas foram largamente divulgadas em todo o mundo e McNamara declarou ter sido beneficiado por uma ondulação perfeita: “Acho que aquela onda veio ter connosco. Fomos abençoados!”
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Home, sweet home!
Depois de cerca de vinte dias de ausência e de peregrinação emocional e turística por terras distantes, estou de regresso a casa.
Revi muitos amigos e revisitei muitos locais, sobretudo em Goa, não tive quaisquer incidentes nem acidentes e tudo correu com normalidade, mas é sempre muito gratificante voltar a Lisboa.
Durante esse tempo de viagem não acompanhei com suficiente detalhe as notícias do mundo, nem tão pouco os desenvolvimentos da crise europeia ou da situação portuguesa, pelo que vou procurar actualizar-me rapidamente para melhor compreender o nosso futuro próximo.
A cansativa viagem de regresso com escalas em Mumbai (Bombaim) e Frankfurt, assim como o acentuado jet lag, requerem algum tempo de recuperação física que espero seja breve, para voltar com entusiasmo à Rua dos Navegantes dentro de pouco tempo.
Revi muitos amigos e revisitei muitos locais, sobretudo em Goa, não tive quaisquer incidentes nem acidentes e tudo correu com normalidade, mas é sempre muito gratificante voltar a Lisboa.
Durante esse tempo de viagem não acompanhei com suficiente detalhe as notícias do mundo, nem tão pouco os desenvolvimentos da crise europeia ou da situação portuguesa, pelo que vou procurar actualizar-me rapidamente para melhor compreender o nosso futuro próximo.
A cansativa viagem de regresso com escalas em Mumbai (Bombaim) e Frankfurt, assim como o acentuado jet lag, requerem algum tempo de recuperação física que espero seja breve, para voltar com entusiasmo à Rua dos Navegantes dentro de pouco tempo.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Adeus, até ao meu regresso!
Amanhã vou sair do país e vou voar até à Índia. Durante cerca de duas semanas, estarei em Goa e em alguns outros lugares da costa do Concão, a rever muitos dos locais por onde construímos uma história que preenche uma parte do nosso imaginário, feita de “naufrágios, viagens, fantasias & batalhas”.
Numa terra de muitos contrastes e de grande diversidade cultural, religiosa e étnica, irei reencontrar nas pessoas e nas pedras, muitas referências culturais que nos são comuns e que, muitas vezes, nos emocionam profundamente.
Por razões logísticas, provavelmente, terei que interromper ou reduzir bastante as minhas incursões pela Rua dos Navegantes, mas espero recolher algumas informações e impressões para utilizar posteriormente, se achar que isso tem algum interesse.
Entretanto, como se dizia noutros tempos: Adeus, até ao meu regresso!
Numa terra de muitos contrastes e de grande diversidade cultural, religiosa e étnica, irei reencontrar nas pessoas e nas pedras, muitas referências culturais que nos são comuns e que, muitas vezes, nos emocionam profundamente.
Por razões logísticas, provavelmente, terei que interromper ou reduzir bastante as minhas incursões pela Rua dos Navegantes, mas espero recolher algumas informações e impressões para utilizar posteriormente, se achar que isso tem algum interesse.
Entretanto, como se dizia noutros tempos: Adeus, até ao meu regresso!
domingo, 16 de outubro de 2011
Carros de luxo: lê-se e não se acredita!
O Correio da Manhã informou na sua edição de hoje, com grande destaque, que a “CP encomenda 13 carros de luxo para chefes”.
Lê-se e não se acredita!
Numa altura em que um dos quebra-cabeças governamentais são as empresas públicas de transportes, os seus défices de exploração e os seus avultados passivos, esta notícia é, à sua escala, um enorme murro no estômago, como diria o nosso Primeiro.
Os modernos jornais tendem a exagerar, a praticar o sensacionalismo e a utilizar uma duvidosa tematização no seu alinhamento noticioso mas, frequentemente, também assumem o papel de guardiões dos valores democráticos, ao vigiar os atropelos e ao denunciar os excessos praticados.
Escasseiam os chamados jornais de referência em que se acreditava plenamente e os leitores – tal como os ouvintes e os telespectadores – cada vez mais, têm que estar atentos para decifrar a verdade na notícia que foi produzida para nos ser servida, até porque o mesmo facto pode dar origem a notícias de significados opostos.
A notícia hoje divulgada pode ser verdadeira ou falsa, mas tem um efeito psicológico desmoralizador sobre os leitores e acentua o clima depressivo que se está a apoderar da sociedade portuguesa. Ninguém compreende como estas coisas são possíveis, exactamente quando todos os dias nos chegam notícias devastadoras e brutais, a antecipar dias sombrios.
Lê-se e não se acredita!
Numa altura em que um dos quebra-cabeças governamentais são as empresas públicas de transportes, os seus défices de exploração e os seus avultados passivos, esta notícia é, à sua escala, um enorme murro no estômago, como diria o nosso Primeiro.
Os modernos jornais tendem a exagerar, a praticar o sensacionalismo e a utilizar uma duvidosa tematização no seu alinhamento noticioso mas, frequentemente, também assumem o papel de guardiões dos valores democráticos, ao vigiar os atropelos e ao denunciar os excessos praticados.
Escasseiam os chamados jornais de referência em que se acreditava plenamente e os leitores – tal como os ouvintes e os telespectadores – cada vez mais, têm que estar atentos para decifrar a verdade na notícia que foi produzida para nos ser servida, até porque o mesmo facto pode dar origem a notícias de significados opostos.
A notícia hoje divulgada pode ser verdadeira ou falsa, mas tem um efeito psicológico desmoralizador sobre os leitores e acentua o clima depressivo que se está a apoderar da sociedade portuguesa. Ninguém compreende como estas coisas são possíveis, exactamente quando todos os dias nos chegam notícias devastadoras e brutais, a antecipar dias sombrios.
Os portugueses no reino do Sião
A Fundação Oriente, em colaboração com a Embaixada do Reino da Tailândia, inaugurou
“A glória do passado da Tailândia e os 500 anos de relações luso-tailandesas”, uma exposição que vai estar patente ao público até ao dia 13 de Novembro, no Museu do Oriente.
O tema da exposição é a civilização tailandesa, desde a pré-história até à actualidade, mas comemora também os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia.
Os portugueses chegaram ao antigo reino do Sião em 1509 e, alguns anos depois, com permissão do seu rei, os missionários portugueses - Dominicanos, Jesuítas e Franciscanos - começaram a cristianizar os siameses, vindo a ser integrados na diocese de Malaca em 1557. Em meados do século XVII, o Padroado Português do Oriente tinha criado raízes e os portugueses já estavam estabelecidos há mais de um século com três paróquias no Nan Portuguete (Aldeia dos portugueses). O português era a língua franca e já existia uma numerosa comunidade luso-tailandesa, calculada em mais de duas mil e quinhentas almas. Na sequência da perda de Malaca e das disputas entre o Padroado Português do Oriente e a Propaganda Fidae, que levaram para o Oriente as rivalidades europeias, a influência portuguesa no Sião veio a perder-se.
A exposição apoia-se em fotografias e réplicas de testemunhos arqueológicos das relações entre Portugal e a Tailândia, encontradas nesse país.
Hoje, a memória portuguesa na Tailândia persiste e é muito respeitada.
“A glória do passado da Tailândia e os 500 anos de relações luso-tailandesas”, uma exposição que vai estar patente ao público até ao dia 13 de Novembro, no Museu do Oriente.
O tema da exposição é a civilização tailandesa, desde a pré-história até à actualidade, mas comemora também os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia.
Os portugueses chegaram ao antigo reino do Sião em 1509 e, alguns anos depois, com permissão do seu rei, os missionários portugueses - Dominicanos, Jesuítas e Franciscanos - começaram a cristianizar os siameses, vindo a ser integrados na diocese de Malaca em 1557. Em meados do século XVII, o Padroado Português do Oriente tinha criado raízes e os portugueses já estavam estabelecidos há mais de um século com três paróquias no Nan Portuguete (Aldeia dos portugueses). O português era a língua franca e já existia uma numerosa comunidade luso-tailandesa, calculada em mais de duas mil e quinhentas almas. Na sequência da perda de Malaca e das disputas entre o Padroado Português do Oriente e a Propaganda Fidae, que levaram para o Oriente as rivalidades europeias, a influência portuguesa no Sião veio a perder-se.
A exposição apoia-se em fotografias e réplicas de testemunhos arqueológicos das relações entre Portugal e a Tailândia, encontradas nesse país.
Hoje, a memória portuguesa na Tailândia persiste e é muito respeitada.
sábado, 15 de outubro de 2011
Um verdadeiro marajá em Portimão
Foi recentemente divulgado o relatório de uma auditoria ao “Sistema remuneratório dos gestores hospitalares e aos princípios e boas práticas de governação dos Hospitais, EPE”, relativa ao ano de 2009 e que foi concluído pelo Tribunal de Contas em Julho de 2011.
São 318 páginas que explicam, analisam e comentam o sistema remuneratório dos 198 administradores de 39 hospitais públicos portugueses, mas cuja leitura começa por nos deixar a estranha sensação de que muitos estabelecimentos hospitalares parecem existir para servir administradores e clínicos. Assim, verifiquei que em 2009 esses administradores receberam mais de 14 milhões de euros, isto é, mais 19% do que no ano anterior, quando a crise já apertava.
Pensei que também iria encontrar algumas estatísticas dos resultados relativos à eficiência das administrações hospitalares em termos de cirurgias, exames, internamentos, consumo de medicamentos ou listas de espera, mas encontrei os preços de aquisição das viaturas de serviço dos administradores, as suas despesas com telemóveis, com combustíveis e com a chamada representação por inerência de funções, entre outras. Mas encontrei, também, tal como o Jornal de Notícias encontrou, que a remuneração individual total anual de um médico do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, em regime de dedicação exclusiva de 42 horas semanais, nos custou 796 mil euros em 2008 e 745 mil euros em 2009.
Um verdadeiro marajá em Portimão! Parece ser o caso mais notório de um obsceno aproveitamento dos meus impostos, embora se saiba que há muitos casos semelhantes no continente e nas ilhas.
Assim não há impostos que cheguem para sanear as nossas contas da saúde.
O Campos tentou acabar com isto, mas foi posto na rua.
Será que o Macedo vai conseguir?
São 318 páginas que explicam, analisam e comentam o sistema remuneratório dos 198 administradores de 39 hospitais públicos portugueses, mas cuja leitura começa por nos deixar a estranha sensação de que muitos estabelecimentos hospitalares parecem existir para servir administradores e clínicos. Assim, verifiquei que em 2009 esses administradores receberam mais de 14 milhões de euros, isto é, mais 19% do que no ano anterior, quando a crise já apertava.
Pensei que também iria encontrar algumas estatísticas dos resultados relativos à eficiência das administrações hospitalares em termos de cirurgias, exames, internamentos, consumo de medicamentos ou listas de espera, mas encontrei os preços de aquisição das viaturas de serviço dos administradores, as suas despesas com telemóveis, com combustíveis e com a chamada representação por inerência de funções, entre outras. Mas encontrei, também, tal como o Jornal de Notícias encontrou, que a remuneração individual total anual de um médico do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE, em regime de dedicação exclusiva de 42 horas semanais, nos custou 796 mil euros em 2008 e 745 mil euros em 2009.
Um verdadeiro marajá em Portimão! Parece ser o caso mais notório de um obsceno aproveitamento dos meus impostos, embora se saiba que há muitos casos semelhantes no continente e nas ilhas.
Assim não há impostos que cheguem para sanear as nossas contas da saúde.
O Campos tentou acabar com isto, mas foi posto na rua.
Será que o Macedo vai conseguir?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Tempos muito sombrios - II
Como era previsível, o anúncio das linhas gerais do Orçamento do Estado para 2012 provocou uma depressão emocional e uma generalizada onda de protestos, pelo seu carácter recessivo e insensibilidade social, mas também por não promover a recuperação económica e por potenciar o aumento do desemprego e da pobreza.
As pessoas escutaram e assustaram-se com a brutalidade de uma terapêutica semelhante à que tem sido aplicada na Grécia, mas onde não tem obtido resultados. As pessoas perceberam que “o estado a que isto chegou” resultou de um processo cumulativo de erros em que todos participamos, no qual os políticos e a banca têm as maiores responsabilidades.
Agora, a porta de saída é estreita. Com a política orçamental delineada, a economia vai correr sérios riscos de implodir, com os trabalhadores a lutar pelo emprego e pelo salário, as empresas a procurar a sobrevivência e os bancos a tentar reforçar a sua liquidez e a recuperar os seus créditos. O emprego, o investimento e o crédito estão ameaçados, tal como a coesão social.
Uma geração jovem e muito qualificada vai continuar a procurar o futuro noutras paragens. O anunciado corte nos subsídios de Natal e de férias atingirá todos os reformados com pensões acima dos mil euros, quer do sistema público quer do sistema privado. Uma nova onda de excluídos, de indignados e de desempregados perfila-se no horizonte.
A sociedade civil, e em especial os sindicatos, começam a reagir a este quadro de brutal austeridade, que é também um quadro de não-esperança, preparando-se para exercer o seu direito à indignação. Entretanto, começam a ser detectados alguns sinais de hesitação e desnorte na governação. Os agentes económicos não recuperaram a confiança. Não sei como é que isto vai acabar. São tempos muito sombrios.
As pessoas escutaram e assustaram-se com a brutalidade de uma terapêutica semelhante à que tem sido aplicada na Grécia, mas onde não tem obtido resultados. As pessoas perceberam que “o estado a que isto chegou” resultou de um processo cumulativo de erros em que todos participamos, no qual os políticos e a banca têm as maiores responsabilidades.
Agora, a porta de saída é estreita. Com a política orçamental delineada, a economia vai correr sérios riscos de implodir, com os trabalhadores a lutar pelo emprego e pelo salário, as empresas a procurar a sobrevivência e os bancos a tentar reforçar a sua liquidez e a recuperar os seus créditos. O emprego, o investimento e o crédito estão ameaçados, tal como a coesão social.
Uma geração jovem e muito qualificada vai continuar a procurar o futuro noutras paragens. O anunciado corte nos subsídios de Natal e de férias atingirá todos os reformados com pensões acima dos mil euros, quer do sistema público quer do sistema privado. Uma nova onda de excluídos, de indignados e de desempregados perfila-se no horizonte.
A sociedade civil, e em especial os sindicatos, começam a reagir a este quadro de brutal austeridade, que é também um quadro de não-esperança, preparando-se para exercer o seu direito à indignação. Entretanto, começam a ser detectados alguns sinais de hesitação e desnorte na governação. Os agentes económicos não recuperaram a confiança. Não sei como é que isto vai acabar. São tempos muito sombrios.
O sector automóvel e a nossa crise
A ACAP – Associação Automóvel de Portugal é a única associação empresarial que representa a globalidade do sector automóvel, congregando cerca de duas mil empresas associadas, distribuídas por todo o território nacional.
Mensalmente, a ACAP divulga na sua website as estatísticas das vendas de veículos automóveis em Portugal. Assim, podemos verificar que, entre Janeiro e Setembro de 2011, foram vendidos 123.540 veículos, correspondentes a uma quebra de 23,5% em relação ao mesmo período de 2010, em que foram vendidas 161.399 unidades.
Na análise das vendas por marcas, verifica-se que nos primeiros nove meses de 2011 a marca-rainha do mercado português foi a Renault com 13.282 unidades vendidas. Nesse mesmo período foram vendidos 5797 BMW, 5472 Mercedes e 4995 Audi, mas também 216 Porsche, 82 Jaguar, 16 Aston Martin, 14 Ferrari e, ainda, alguns Bentley, Maserati e Lamborghini.
Estes números permitem inúmeras leituras, incluindo a constatação de uma quebra global de 23,5% nas vendas a caracterizar uma crise do sector automóvel, que habitualmente antecipa uma crise mais geral da economia, mas também a apetência portuguesa pelas marcas alemãs de gama média-alta e, ainda, que há compradores para os Porsche, os Aston Martin e os Ferrari, apesar da crise que atravessamos.
Eu bem gostava de saber quem é que em Portugal tem este tipo de rendimentos e qual a sua origem, mas também se esses compradores pagam impostos como eu.
Mensalmente, a ACAP divulga na sua website as estatísticas das vendas de veículos automóveis em Portugal. Assim, podemos verificar que, entre Janeiro e Setembro de 2011, foram vendidos 123.540 veículos, correspondentes a uma quebra de 23,5% em relação ao mesmo período de 2010, em que foram vendidas 161.399 unidades.
Na análise das vendas por marcas, verifica-se que nos primeiros nove meses de 2011 a marca-rainha do mercado português foi a Renault com 13.282 unidades vendidas. Nesse mesmo período foram vendidos 5797 BMW, 5472 Mercedes e 4995 Audi, mas também 216 Porsche, 82 Jaguar, 16 Aston Martin, 14 Ferrari e, ainda, alguns Bentley, Maserati e Lamborghini.
Estes números permitem inúmeras leituras, incluindo a constatação de uma quebra global de 23,5% nas vendas a caracterizar uma crise do sector automóvel, que habitualmente antecipa uma crise mais geral da economia, mas também a apetência portuguesa pelas marcas alemãs de gama média-alta e, ainda, que há compradores para os Porsche, os Aston Martin e os Ferrari, apesar da crise que atravessamos.
Eu bem gostava de saber quem é que em Portugal tem este tipo de rendimentos e qual a sua origem, mas também se esses compradores pagam impostos como eu.
Tempos muito sombrios - I
As linhas gerais do Orçamento do Estado para 2012 que ontem foram anunciadas, são de uma violência inesperada e antecipam tempos muito sombrios.
Sabia-se, desde há muitos anos, que as coisas tinham que mudar e não podiam continuar como estavam. Porém, a febre de ganhar eleições e de empregar as clientelas foi adiando a resolução do problema. Prometeu-se tudo a todos. Venderam-se ilusões. Votaram-se facilidades. Exigiram-se utopias. A prosperidade tomou conta das nossas vidas. Ninguém ligou à teoria do pântano, nem à teoria da tanga.
De repente, num quadro de crise internacional, acordamos com os credores à porta. Acreditamos que não era necessário aumentar impostos e que bastava cortar nas gorduras do Estado e nos consumos intermédios, extinguir governos civis, institutos, fundações e pronto. Afinal não era assim. Era apenas propaganda eleitoral.
Ontem, o primeiro-ministro afirmou que nunca tinha pensado ser necessário anunciar ao país medidas tão severas e tão difíceis de aceitar, como por exemplo a eliminação dos subsídios de férias e de Natal, justificando-as com uma derrapagem orçamental da responsabilidade do anterior governo. Isso não é verdade! Isso é, mais uma vez, atirar poeira para os nossos olhos! O nosso problema nasceu com a nossa integração europeia e com os milhões que vinham de Bruxelas. Com o facilitismo. Com o novo-riquismo. Com a ganância da banca. Com as nossas vaidades. A classe política fechou os olhos à realidade, deslumbrou-se com a Europa, instalou-se no aparelho de Estado, favoreceu clientelas, enriqueceu materialmente e, muito democraticamente, foi alternando no poder.
No crítico momento por que passamos actualmente, a derrapagem orçamental é conjuntural e resulta das receitas do Estado estarem abaixo das previsões devido ao clima recessivo e, do lado da despesa, é a consequência do tão falado corte das gorduras do Estado e dos consumos intermédios ter sido pouco mais do que propaganda.
“Nunca nos deveríamos ter permitido chegar a este ponto”, disse o primeiro-ministro e é verdade. Agora, perguntem ao Cavaco, ao Constâncio e ao pequeno Jardim, entre outros, porque deixaram que as coisas seguissem este caminho tão sombrio.
Sabia-se, desde há muitos anos, que as coisas tinham que mudar e não podiam continuar como estavam. Porém, a febre de ganhar eleições e de empregar as clientelas foi adiando a resolução do problema. Prometeu-se tudo a todos. Venderam-se ilusões. Votaram-se facilidades. Exigiram-se utopias. A prosperidade tomou conta das nossas vidas. Ninguém ligou à teoria do pântano, nem à teoria da tanga.
De repente, num quadro de crise internacional, acordamos com os credores à porta. Acreditamos que não era necessário aumentar impostos e que bastava cortar nas gorduras do Estado e nos consumos intermédios, extinguir governos civis, institutos, fundações e pronto. Afinal não era assim. Era apenas propaganda eleitoral.
Ontem, o primeiro-ministro afirmou que nunca tinha pensado ser necessário anunciar ao país medidas tão severas e tão difíceis de aceitar, como por exemplo a eliminação dos subsídios de férias e de Natal, justificando-as com uma derrapagem orçamental da responsabilidade do anterior governo. Isso não é verdade! Isso é, mais uma vez, atirar poeira para os nossos olhos! O nosso problema nasceu com a nossa integração europeia e com os milhões que vinham de Bruxelas. Com o facilitismo. Com o novo-riquismo. Com a ganância da banca. Com as nossas vaidades. A classe política fechou os olhos à realidade, deslumbrou-se com a Europa, instalou-se no aparelho de Estado, favoreceu clientelas, enriqueceu materialmente e, muito democraticamente, foi alternando no poder.
No crítico momento por que passamos actualmente, a derrapagem orçamental é conjuntural e resulta das receitas do Estado estarem abaixo das previsões devido ao clima recessivo e, do lado da despesa, é a consequência do tão falado corte das gorduras do Estado e dos consumos intermédios ter sido pouco mais do que propaganda.
“Nunca nos deveríamos ter permitido chegar a este ponto”, disse o primeiro-ministro e é verdade. Agora, perguntem ao Cavaco, ao Constâncio e ao pequeno Jardim, entre outros, porque deixaram que as coisas seguissem este caminho tão sombrio.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Il Divo & Orchestra: concerto em Lisboa
No próximo dia 28 de Abril de 2012 voltará a actuar no Pavilhão Atlântico em Lisboa, o famoso quarteto de pop-ópera Il Divo.
Trata-se da quarta tournée mundial do grupo que foi idealizado por um inglês e se constituiu no ano de 2004, integrando quatro cantores – um espanhol, um francês, um suiço e um americano - que já tinham carreiras a solo bem sucedidas e cuja qualidade vocal é notável. O grupo tem um repertório em várias línguas e conquistou multidões nos países por onde tem actuado, tendo um registo de 25 milhões de álbuns vendidos e mais de 2 milhões de bilhetes vendidos para os seus concertos.
O Il Divo já actuou com grande sucesso no mesmo Pavilhão Atlântico em Junho de 2007 e Abril de 2009. Os bilhetes para o concerto que se realizará no dia 28 de Abril de 2012, estarão à venda a partir de 14 de Outubro com preços a partir dos 30 euros.
É uma oportunidade para fruir de um grande espectáculo, sobretudo num período em que, previsivelmente, andaremos todos bastante deprimidos.
Trata-se da quarta tournée mundial do grupo que foi idealizado por um inglês e se constituiu no ano de 2004, integrando quatro cantores – um espanhol, um francês, um suiço e um americano - que já tinham carreiras a solo bem sucedidas e cuja qualidade vocal é notável. O grupo tem um repertório em várias línguas e conquistou multidões nos países por onde tem actuado, tendo um registo de 25 milhões de álbuns vendidos e mais de 2 milhões de bilhetes vendidos para os seus concertos.
O Il Divo já actuou com grande sucesso no mesmo Pavilhão Atlântico em Junho de 2007 e Abril de 2009. Os bilhetes para o concerto que se realizará no dia 28 de Abril de 2012, estarão à venda a partir de 14 de Outubro com preços a partir dos 30 euros.
É uma oportunidade para fruir de um grande espectáculo, sobretudo num período em que, previsivelmente, andaremos todos bastante deprimidos.
Singularidades gregas
A missão externa da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI em Atenas aprovou ontem o sexto pacote de oito mil milhões de euros do empréstimo externo de 110 mil milhões de euros para três anos, acordado em Maio do ano passado.
Sem a entrega dessa tranche, a Grécia corria o risco de, a partir de Novembro, ficar incapacitada de cumprir os seus compromissos, nomeadamente em relação ao pagamento de salários e pensões, conforme avisara o governo de Papandreou, depois de ter admitido que o país não iria conseguir cumprir as metas do défice acordadas para 2011 e 2012. Esta decisão da troika, tomada quando o governo grego vai falhar todas as metas que lhe eram exigidas para este ano e se verifica uma enorme agitação social, é um acontecimento importante no plano financeiro, mas também um voto de confiança acrescentada nos gregos e no futuro da moeda única. Os gregos festejaram.
Porém, algumas horas depois deste anúncio, os gregos bateram os croatas e a Grécia assegurou a sua presença na fase final do Campeonato da Europa de Futebol a realizar em 2012. Os gregos festejaram.
Nem é preciso saber grego para ver como a imprensa de Atenas deu mais destaque à qualificação grega e ao treinador português Fernando Santos, do que à chegada do sexto pacote de ajuda financeira. São singularidades gregas.
Seremos assim tão diferentes?
Sem a entrega dessa tranche, a Grécia corria o risco de, a partir de Novembro, ficar incapacitada de cumprir os seus compromissos, nomeadamente em relação ao pagamento de salários e pensões, conforme avisara o governo de Papandreou, depois de ter admitido que o país não iria conseguir cumprir as metas do défice acordadas para 2011 e 2012. Esta decisão da troika, tomada quando o governo grego vai falhar todas as metas que lhe eram exigidas para este ano e se verifica uma enorme agitação social, é um acontecimento importante no plano financeiro, mas também um voto de confiança acrescentada nos gregos e no futuro da moeda única. Os gregos festejaram.
Porém, algumas horas depois deste anúncio, os gregos bateram os croatas e a Grécia assegurou a sua presença na fase final do Campeonato da Europa de Futebol a realizar em 2012. Os gregos festejaram.
Nem é preciso saber grego para ver como a imprensa de Atenas deu mais destaque à qualificação grega e ao treinador português Fernando Santos, do que à chegada do sexto pacote de ajuda financeira. São singularidades gregas.
Seremos assim tão diferentes?
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