terça-feira, 20 de outubro de 2026

A unidade nacional venceu no Canadá

O Canadá é um estado federado organizado como uma democracia parlamentar e é uma monarquia constitucional, que tem o rei Carlos III da Grã-Bretanha como chefe do Estado e um governo cujo primeiro-ministro é Mark Carney. 
O país está dividido em dez províncias e três territórios, é o segundo maior país do mundo em área total apenas superado pela Rússia, fazendo fronteira com os Estados Unidos no sul e no noroeste, a qual é a mais longa fronteira terrestre do mundo. Uma das suas dez províncias é Alberta, que é cerca de sete vezes maior do que Portugal, tem pouco mais de quatro milhões de habitantes e tem a sua capital na cidade de Edmonton, embora a maior cidade da província seja Calgary.
Longe da capital federal e do Canadá mais desenvolvido, desenvolveu-se na província de Alberta uma corrente independentista muito apoiada pelos agentes expansionistas norte-americanos, que conseguiu de forma pacífica e constitucional levar o governo federal a fazer um referendo para decidir a aceitação ou rejeição da abertura de um processo de separação do Canadá e da consequente independência de Alberta.
Ontem realizou-se a consulta à população da província e 76% dos eleitores albertanos rejeitaram a proposta que daria início ao processo legal que levaria a província de Alberta à independência, o que significou uma vitória clara para os defensores da unidade nacional e para o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, conforme discretamente anuncia a edição de hoje do jornal Toronto Star. 
Há outras regiões no Canadá e em alguns outros países do mundo onde existem legítimas aspirações independentistas, mais ou menos pacíficas, ou mesmo conflituais, mas a forma democrática como tudo aconteceu na província canadiana de Alberta pode ser mesmo um case study.

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