Concretizaram-se
as vontades de milhões de pessoas nos Estados Unidos e no resto do mundo, que
aspiravam por uma derrota de Donald Trump nas eleições intercalares americanas
que ontem se realizaram.
Hoje, enquanto a generalidade da imprensa ainda
aguardava pelos resultados finais das eleições, já o diário The
New York Post anunciava o “tsunami azul” e escrevia que Trump sofreu
uma “repreensão histórica”, pois os Democratas venceram folgadamente.
Podia
imaginar-se que o presidente se sentisse humilhado pela derrota eleitoral que é
também uma derrota pessoal mas, bem ao seu estilo vaidoso e fanfarrão, tratou
de criticar e responsabilizar os seus aliados políticos, em especial a cadeia
televisiva Fox News, defendendo que “os republicanos teriam vencido se o seu
nome estivesse impresso nos boletins de voto”. É realmente um caso patológico de narcisismo primário este indivíduo que governa os Estados Unidos.
Acontece que os
Republicanos perderam estas eleições porque os americanos estão descontentes com Donald Trump e
com a sua política, com a guerra no Irão, com a incontrolável subida do custo
de vida, com a violência do ICE - o United States Immigration and Customs Enforcement - contra os ilegais e não só e, ainda, a alegada
corrupção que tomou conta da administração que é dominada por amigos de Donald Trump.
A partir de janeiro
o octogenário presidente será uma figura política diminuída. Os democratas
vão limitar os seus poderes, as suas estratégias erráticas, as suas alianças
alinhadas com os seus interesses pessoais e a sua arrogância belicista, pois
poderão investigar o governo, bloquear nomeações
e condicionar a despesa.
O mundo parece ter respirado de alívio...
