quarta-feira, 4 de novembro de 2026

O tsunami azul ou o declínio de Trump

Concretizaram-se as vontades de milhões de pessoas nos Estados Unidos e no resto do mundo, que aspiravam por uma derrota de Donald Trump nas eleições intercalares americanas que ontem se realizaram. 
Hoje, enquanto a generalidade da imprensa ainda aguardava pelos resultados finais das eleições, já o diário The New York Post anunciava o “tsunami azul” e escrevia que Trump sofreu uma “repreensão histórica”, pois os Democratas venceram folgadamente. 
Podia imaginar-se que o presidente se sentisse humilhado pela derrota eleitoral que é também uma derrota pessoal mas, bem ao seu estilo vaidoso e fanfarrão, tratou de criticar e responsabilizar os seus aliados políticos, em especial a cadeia televisiva Fox News, defendendo que “os republicanos teriam vencido se o seu nome estivesse impresso nos boletins de voto”. É realmente um caso patológico de narcisismo primário este indivíduo que governa os Estados Unidos.
Acontece que os Republicanos perderam estas eleições porque os americanos estão descontentes com Donald Trump e com a sua política, com a guerra no Irão, com a incontrolável subida do custo de vida, com a violência do ICE - o United States Immigration and Customs Enforcement - contra os ilegais e não só e, ainda, a alegada corrupção que tomou conta da administração que é dominada por amigos de Donald Trump.
A partir de janeiro o octogenário presidente será uma figura política diminuída. Os democratas vão limitar os seus poderes, as suas estratégias erráticas, as suas alianças alinhadas com os seus interesses pessoais e a sua arrogância belicista, pois poderão investigar o governo, bloquear nomeações e condicionar a despesa. 
O mundo parece ter respirado de alívio...

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