sábado, 24 de outubro de 2026

O criminoso assalto judeu à Cisjordânia

A política conduzida por Benjamin Netanyahu é verdadeiramente terrorista, pela forma como tem conduzido uma contínua agressão contra os seus vizinhos, com guerra, violência e destruição, crimes de guerra e limpeza étnica. Daí que tenha sido declarado criminoso de guerra pelo TPI, o tribunal que este ano viu uma sua ex-juíza ganhar o Prémio Nobel da Paz e que ele próprio foi agora galardoado com o Prémio Sakharov pelo Parlamento Europeu.
A Faixa de Gaza foi completamente destruída e o assalto à Cisjordânia e aos seus três milhões de habitantes está em curso, com provocações, atentados, perseguições e a ocupação de terras por colonos judeus radicalizados e agressivos, com o apoio das forças militares israelitas. Uma grande ocupação militar está agora em curso em todo aquele território, com especial incidência na cidade de Hebrón onde, na sequência de uma emboscada foram mortos dois soldados israelitas. Como retaliação, a cidade foi isolada, os habitantes dela não podem sair e há revistas "casa a casa", além da demolição de casas e de tendas.
Alguma imprensa denuncia hoje a brutalidade do criminoso Netanyahu e dos seus extremistas, com destaque para o jornal católico francês La Croix que, com base em reportagens feitas no país, declara que a Cisjordânia está confiscada.
A Europa passa por grandes sobressaltos por razões muito diversas, desde o custo de vida à crise da habitação, passando também pela sua crescente irrelevância mundial e pela incapacidade dos seus dirigentes para travar aquele que o TPI classificou como criminoso de guerra. É realmente lamentável o silêncio cobarde e vergonhoso da União Europeia sobre o que se passa em Israel e é caso para nos interrogarmos sobre o que fazem pelo ideal europeu "de paz e de concórdia" as figuras de Macron, Merz, Meloni, von der Leyen e até o Costa…

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