Quando em 1999 ocorreu a transferência da
soberania de Macau de Portugal para a China, passaram a escutar-se com
frequência alguns políticos portugueses a anunciar que Macau seria uma plataforma para potenciar as relações
económicas e outras, entre Portugal e a China. Recentemente, aqui lamentamos que
a China tenha escolhido a Espanha para construir várias fábricas de automóveis,
ou seja, a teoria da plataforma parece
que não tem funcionado.
Porém, à margem dessa conversa da plataforma, o facto é que quatro séculos
e meio de permanência portuguesa em Macau deixaram muitos traços culturais na
vida quotidiana e no património arquitectónico de Macau, com destaque para a
existência de três jornais diários em português, um dos quais é o hojemacau,
que foi fundado em 1990.
Há dois dias o jornal destacou a
aproximação da Semana Dourada, que decorre de 1 a 7 de outubro e que é uma
espécie de semana de férias chinesas, correspondente aos festejos dos feriados
do Dia Nacional da China. De acordo com as autoridades macaenses prevê-se a entrada
diária de 770 mil pessoas no território, com picos acima de 800 mil no sábado e
no domingo, em que haverá fogo-de-artifício, espectáculos de drone e entradas
gratuitas nos museus. Serão cerca de 5,4 milhões de passagens fronteiriças e
entradas em Macau, uma região administrativa especial da República Popular da
China que tem uma população residente estimada em 686.000 pessoas.
É uma maré cheia como escreveu em manchete o
jornal hojemacau e é caso para perguntar onde vai caber tanta gente...

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