domingo, 1 de novembro de 2026

Um pequeno passo para a paz na Ucrânia

A Europa tem estado em destaque com as notícias do que vai acontecendo, sobretudo as inúmeras manifestações de protesto que mostram muita inquietação e muita ansiedade quanto ao futuro, sobretudo das novas gerações. Embora o argumento invocado para o protesto seja o custo de vida, a carência de habitações, os baixos salários ou a insegurança no emprego, a razão mais profunda da inquietação dos europeus é a ameaça de um futuro de dificuldade, de privações e de pobreza, com mais injustiça e mais desigualdade social.
Porém, na mesma Europa do protesto e da inquietação, também há notícias que nos animam, como nos revela hoje o jornal londrino The Sunday Telegraph, ao publicar em primeira página uma fotografia de dois idosos ucranianos que a guerra separara em 2022 e que, quatro anos depois, envoltos na sua bandeira nacional se se reencontraram. 
O caso aconteceu próximo da cidade ucraniana de Oleshky, situada na região de Kherson, no sul do país e na margem esquerda do rio Dnipro, ocupada pelas forças russas desde 2022. Foi aí que russos e ucranianos, com mediação americana, chegaram a um temporário acordo de cessar-fogo humanitário e de repatriamento dos moradores que desejassem partir para território controlado pela Ucrânia. A evacuação da cidade de Oleshky implicou que centenas de moradores ucranianos viajassem num comboio de 25 autocarros e várias ambulâncias, passando por território russo e bielorusso, mas segundo foi anunciado pelas autoridades e pelas organizações de voluntários, cerca de duas mil pessoas decidiram permanecer em Oleshky. 
Muito curioso e surpreendente é a informação avançada por algumas agências noticiosas de que teria sido Melania Trump a intermediária desta operação, quem sabe se a posicionar-se, ou a ser posicionada, para se candidatar a um Prémio Nobel da Paz, que o Donald tanto tem perseguido. 

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