quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Aumentam os sinais de oposição à guerra

A guerra na Ucrânia já dura há 4 anos e 7 meses, mas se considerarmos a anexação russa da Crimeia e os combates ucranianos contra os independentistas do Donbass, já estamos com mais de 12 anos de guerra. Tem sido uma grande tragédia e os europeus pouco fizeram para conciliar as partes, optando por alinhar com uma delas sem procurar uma pacificação duradoura. De acordo com as informações que nos chegam, a linha da frente está estabilizada desde há muitos meses e os russos ocupam cerca de 20% do território ucraniano, mas todos os dias há centenas de mísseis e drones que cruzam a fronteira nos dois sentidos, aumentando as destruições nos dois lados do conflito e o sofrimento de ucranianos e russos.
Nos últimos dias Donald Trump zangou-se com Volodymyr Zelensky, sugeriu que devia abandonar o poder e convocar eleições, ao mesmo tempo que deixou com os europeus a tarefa de ajudar a Ucrânia. Porém, a Europa está a viver tempos de grande instabilidade e, de acordo com o Eurobarómetro da primavera de 2026, há nove dos 27 membros da União Europeia onde mais de 50% da população discorda do apoio financeiro à Ucrânia para a compra de material militar. Portanto, parece que os europeus não querem guerra e que os seus líderes têm atuado à margem dos interesses das suas populações, continuando a ignorar os sinais de recusa da guerra, que são evidenciados no Eurobarómetro.
No mesmo sentido está a edição de hoje do diário Die Tageszeitung, que é editado em Berlim, que publica um mapa da República Federal da Alemanha onde se destaca o estado da Saxónia-Anhalt, um dos seus 16 estados regionais, com a seguinte manchete: “Putin conquista primeiro território da NATO”. Depois, em subtítulo, escreveu que “a nova maioria do parlamento estadual da Saxónia-Anhalt, composta por membros do AfD e do BSW, exige o levantamento das sanções contra a Rússia e a suspensão de todas as entregas de armas à Ucrânia”.
Embora se trate de uma aliança entre a extrema-direita populista e a extrema-esquerda, é mais um aviso para que os líderes europeus, que são demasiado medíocres, ignorantes e incompetentes, leiam os crescentes sinais de oposição à guerra e pensem nas populações a que deveriam proporcionar progresso e bem-estar.

1 comentário:

  1. A cedència de território a Hitler no pressuposto que assim se evitaria um conflito armado não impediu que a 2ª guerra mundial tivesse tido lugar. Pelos vistos a lição não terá ainda sido identificada...quanto mais aprendida!

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