O moderno futebol
nasceu em meados do século XIX na Inglaterra e foram os ingleses que depois o
levaram até aos países e regiões em que viviam, assim acontecendo em Portugal
onde, na última década desse século, foi introduzido pela colónia britânica
residente. Rapidamente o foot-ball tornou-se
num sport, evoluindo depois para um
espectáculo e a seguir para uma arte. Depois, com o aparecimento da televisão,
o futebol tornou-se um importante negócio ou, se quisermos, evoluiu para tudo
isto ao mesmo tempo. Provavelmente, nenhuma actividade humana atrai actualmente
o interesse de tantos milhões de pessoas em todo o mundo como acontece com o
futebol.
O futebol é quase
uma ideologia que desperta fanatismos e os seus praticantes são hoje
verdadeiros símbolos nacionais, deixando na penumbra os políticos, os
cientistas, os artistas ou os escritores. Para milhões de brasileiros, o
futebolista Pelé é a figura mais importante do país e para muitos argentinos, o
futebolista Maradona é muito mais importante que Carlos Gardel, Jorge Luis
Borges, Juan Manuel Fângio, Ernesto Che Guevara ou o Papa Francisco. Na Europa,
embora com menos intensidade, também os nomes de Alfredo di Stefano, Ferenc
Puskás, Michel Platini, Johan Cruiff e Zinédine Zidane, mas também Eusébio ou Figo, para
citar alguns portugueses, se tornaram símbolos deste desta arte e deste espectáculo
que é o futebol.
Porém, na sua
versão mais recente de grande negócio, têm-se destacado Lionel Messi e
Cristiano Ronaldo como talentos futebolísticos e até como símbolos dos respectivos
países. São ambos bons futebolistas, mas ninguém sabe qual é o melhor. Lionel Messi
disse adeus ao futebol aos 39 anos de idade, depois de ter ganho tudo e mais
oito Bolas de Ouro, enquanto Cristiano Ronaldo com 41 anos de idade ainda não
disse adeus ao futebol, ganhou muitas coisas e mais cinco Bolas de Ouro.
A imprensa
portuguesa não se cansa de falar de Cristiano Ronaldo, por isto e por aquilo, enquanto toda a imprensa
argentina elogiou a carreira do capitán e a festa de despedida de Lionel Messi, realizada
anteontem em Buenos Aires perante 90.000 pessoas e que terá sido grandiosa.
Gracias Capitán, foi a manchete da edição de ontem do jornal Rio Negro que se publica na cidade argentina de General Roca.

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